Com gasto médio de R$ 6.856 por turista durante o MotoGP Goiás 2026 e grande intenção de retorno para a próxima edição do evento, prevista para 2027, Goiânia reforça seu potencial para investimentos em imóveis voltados à locação de curta temporada. Ao mesmo tempo, o mercado imobiliário local prevê a entrega e consolidação de ao menos 13 empreendimentos compactos em 2026, ampliando a oferta de unidades com perfil aderente ao modelo short stay.

Dados da Pesquisa de Perfil e Satisfação do Participante do MotoGP, realizada pelo Observatório do Turismo de Goiás em parceria com o Observatório do Turismo de Goiânia, mostram que os visitantes permaneceram em média quatro noites na capital e tiveram gasto médio total de R$ 6.856,28, considerando despesas no evento e na cidade.

O levantamento também identificou avaliação positiva da experiência em Goiânia, que recebeu nota média 4,26 em escala de 1 a 5. Entre os aspectos mais bem avaliados estão sensação de segurança (4,53), limpeza urbana (4,17), opções de compras (4,14) e atendimento aos turistas. Além disso, a maioria dos participantes afirmou intenção de retornar para a edição de 2027.

Novos empreendimentos compactos

Os números reforçam uma tendência observada no setor imobiliário: o crescimento da demanda por imóveis compactos, especialmente em regiões estratégicas da cidade. O modelo tem atraído investidores devido à flexibilidade de uso e ao potencial para locações de curta temporada, embora a possibilidade de operação em short stay dependa das regras de cada condomínio e do posicionamento do empreendimento.

Entre os compactos previstos para entrega ou em comercialização na capital estão empreendimentos como 140 Wellness Marista, Now Milão, Cult Oxford, Metropolitan Bueno, Smart Parque Areião, Opus Geo 136 Offices Home, Lux Oeste, Storya, Opus Gyro Ricardo Paranhos e Opus Gyro 02, além de outros projetos voltados a unidades menores em bairros estratégicos.

Além dos lançamentos em entrega, o mercado já conta com opções prontas para morar, como o Haut Compact Life, no Setor Bueno.

Oportunidades requer atenção

Para Lucas Sigu, gestor de investimentos, o crescimento do turismo e da agenda de grandes eventos amplia as oportunidades para investidores que buscam rentabilidade em locações de curta temporada, mas exige atenção ao perfil do empreendimento escolhido.

“A diária de um imóvel de short stay tem uma margem muito maior do que a de um aluguel tradicional. O que o investidor tem que se atentar para poder usufruir da maior rentabilidade do short stay é garantir que o prédio esteja alinhado e, de preferência, tenha estrutura adequada e facilitadora do short stay”, explica.

Segundo o especialista, apesar do potencial de retorno, o modelo exige acompanhamento operacional e está sujeito à sazonalidade. “Seja terceirizando ou fazendo a gestão por conta própria. Isso claro, sem dúvidas o short stay tem um potencial de retorno bem mais atrativo. Em termos financeiros, estamos falando de quase o dobro da rentabilidade ou mais, comparando casos bem sucedidos de ambas as formatações”, afirma.