Diante do aumento injustificável de preços na rede hoteleira de Goiânia para o MotoGP, o Procon Goiás iniciou, nesta semana, uma ação com foco na proteção do consumidor e na boa recepção aos turistas que virão para a capital. Ao todo, 25 estabelecimentos foram notificados para apresentar informações sobre a composição dos preços, histórico de valores e condições das hospedagens.

De acordo com o Procon, dos hotéis notificados, 10 já apresentaram a documentação solicitada pelo órgão. Desses, 4 estabelecimentos foram autuados, 1 deles por não enviar as justificativas no prazo solicitado e 3 por preços abusivos sem justa causa. Segundo dados apresentados, em alguns casos, um pacote para hospedagem de 3 dias tem sido comercializado a R$ 8.955.

A ação do órgão é para evitar aumentos abusivos, assegurar equilíbrio nas relações de consumo e fortalecer a imagem do estado como destino preparado para grandes eventos. O órgão destaca que iniciativas internacionais trazem oportunidades econômicas e turísticas importantes, além de boa visibilidade para a região.

O superintendente do Procon Goiás, Marco Palmerston, explica que a experiência positiva dos visitantes contribui diretamente para a realização de novos eventos. “O MotoGP projeta Goiás para o mundo. Nosso trabalho é garantir que o visitante seja bem atendido e tenha confiança nos serviços contratados. É importante que o fornecedor compreenda que o ganho imediato não deve se sobrepor ao interesse coletivo e ao potencial de crescimento que essas oportunidades trazem para Goiás. De forma alguma serão admitidos abusos!”, afirma Marco Palmerston.

Em relação à hospedagem, o Procon Goiás orienta que o consumidor faça uma pesquisa comparativa de preços em vários estabelecimentos e verifique as condições das acomodações. Para o turista que ainda não fez reservas, segundo a Associação Brasileira da Indústria de Hotéis de Goiás (Abih-GO), há cerca de 3 mil leitos disponíveis em Goiânia para o período da competição. Até o dia de realização do MotoGP, o Procon Goiás planeja  uma série de atividades para coibir práticas que firam o direito do consumidor.