Um post sobre o investimento da influenciadora Virginia Fonseca em uma academia de alto padrão em Goiânia ultrapassou 1 milhão de visualizações nas redes da AutImob, além de somar mais de 23 mil curtidas e cerca de 12 mil compartilhamentos. O desempenho da audiência levantou a curiosidade sobre o comportamento do público nas redes sociais e o chamado “efeito Virgínia Fonseca”.

Diante da repercussão, a equipe da AutImob buscou entender o que está por trás desse tipo de engajamento e por que conteúdos ligados a personalidades tendem a viralizar mais do que outras pautas, inclusive dentro de nichos como o mercado imobiliário.

Para Carlos Costa, especialista em Tecnologia e Growth, a explicação está na forma como o consumo de informação mudou nos últimos anos. “As pessoas não entram mais nas redes pensando em se informar, como acontecia na época da TV ou dos portais tradicionais. Elas entram para se distrair, se conectar emocionalmente e acompanhar pessoas.”

Segundo ele, influenciadores como Virgínia deixaram de ser apenas comunicadores e passaram a ocupar um espaço mais próximo na vida do público. “Ela não é só uma influenciadora, é quase um personagem na vida das pessoas. O público acompanha rotina, família, conquistas. Então qualquer movimento, mesmo simples, ativa curiosidade, proximidade e até aspiração”, explica.

Ele diz ainda que, nesse contexto, conteúdos deixam de ser percebidos como notícias isoladas e passam a funcionar como uma continuidade de histórias que o público já acompanha.

Conteúdos de rápido consumo

Por outro lado, conteúdos mais aprofundados enfrentam outra dinâmica. De acordo com o especialista, esse tipo de material exige mais tempo e atenção, o que impacta diretamente na forma como performa nas redes. “O cérebro tende a escolher o que é mais rápido de consumir, mais fácil de entender e mais emocional, principalmente com tanta informação disputando atenção.”

Ainda assim, ele reforça que conteúdos analíticos não perderam relevância, mas passaram a ocupar um espaço mais seletivo. “As pessoas continuam consumindo conteúdo profundo, mas com outra intenção. Não é que ele perdeu valor, ele só não compete da mesma forma no feed.”

Outro ponto importante é o papel dos algoritmos, que ampliam o alcance de conteúdos com maior engajamento inicial. “Quando um conteúdo começa a performar bem, com curtidas, salvamentos e compartilhamentos, a própria plataforma entrega mais. E conteúdos com influenciadores tendem a ter esse gatilho mais forte”, pontua o especialista.