O PIB da indústria da construção no Brasil deve crescer 3,1% em 2026, segundo avaliação do Sindicato da Indústria da Construção Civil de Grandes Estruturas no Estado de São Paulo (SindusCon-SP).

De acordo com análise do sindicato, em um cenário otimista, o PIB da construção pode crescer 3,1%; no pessimista, 2,1%; e, no cenário intermediário, 2,8%, com crescimento de 2,7% para a economia como um todo.

A estimativa leva em consideração os investimentos em infraestrutura, estimados em R$ 300 bilhões, segundo a Associação Brasileira da Infraestrutura e Indústrias de Base (Abdib), além de programas governamentais como o Reforma Casa Brasil, e a recém-lançada Faixa 4 do Minha Casa Minha Vida, que deve estimular novos projetos por parte das incorporadoras.

O novo modelo de crédito habitacional dentro do Sistema Financeiro de Habitação, do Ministério das Cidades, que passou a financiar imóveis de até R$ 2,25 milhões com juros limitados a 12% ao ano, e o aumento de renda disponível com a isenção do IR também devem liberar espaço para retomada de obras e projetos residenciais.

Outro fator que deve impactar o setor é o início do corte de juros – taxa que esteve em alta ao longo de 2025 e influenciou a economia brasileira. A redução da taxa de juros deve também melhorar o crédito habitacional.