1) Governo avalia ampliar Minha Casa, Minha Vida e reduzir juros

O governo federal avalia, desde o fim de junho, mudanças no Minha Casa, Minha Vida (MCMV). A proposta busca ampliar o público e reduzir os juros do financiamento habitacional. Segundo reportagem do Estadão, o texto está em análise na Secretaria Nacional de Habitação do Ministério das Cidades. A faixa 4 atende hoje famílias com renda de até R$ 13 mil e imóveis de até R$ 600 mil. A proposta amplia os limites para R$ 21 mil e R$ 1,2 milhão. A faixa, criada em 2025, poderia ter três subfaixas. Os juros cairiam dos atuais 10% ao ano para 8,66%, até R$ 13 mil; 9,16%, até R$ 15 mil; e 10%, até R$ 21 mil. A faixa 3 atende rendas de R$ 5,0 mil a R$ 9,6 mil, com juros de 8,16% ao ano. A proposta prevê taxas de 6,66%, 7,16% e 7,66%, conforme a renda.


2) Na Eztec, distratos e estoque pronto acendem sinal amarelo

Na Eztec, a previa operacional do segundo tri soou um novo alerta para o mercado. A incorporadora registrou aumento dos distratos, queda na velocidade de vendas e um percentual alto de estoque pronto. Um dos detratores da acao e o aumento no numero de cancelamentos de contratos de venda, um antigo fantasma do setor. Os distratos corresponderam a 14,4% das vendas brutas do trimestre, contra 8,3% registrados no trimestre anterior e 270 pontos-base acima do previsto pelo Citi. O banco de investimentos diz que a alta dos distratos pesou sobre as vendas líquidas, que ficaram em R$ 577,6 milhões e superaram em 18,2% o valor registrado no segundo tri de 2025, mas 4% abaixo das previsões. Para o Citi, porém, os distratos nao sao a maior preocupação na Eztec, e sim o estoque de unidades prontas. A incorporadora tem adotado uma postura mais agressiva nas vendas desde o início do ano, oferecendo beneficios como IPTU gratis, seis meses de condominio pago e ate mesmo milhas para tentar convencer os clientes a fecharem a venda.


3) Balneário Camboriú terá um novo plano diretor. O que a cidade quer agora?

A cidade do litoral catarinense que ostenta alguns dos maiores prédios do mundo terá em breve um novo Plano Diretor. A prefeita Juliana Pavan (PSD) deve sancionar nos próximos dias o projeto de lei que tem como principal objetivo estimular o desenvolvimento de Balneário Camboriú para além da orla. Hoje, BC é praticamente dividida em duas: nas primeiras quadras da areia para dentro da cidade, há um paredão de arranha-céus; depois, começam as restrições de altura, e se veem apenas casas e predios baixinhos. O novo plano está diminuindo essas barreiras para permitir que também haja uma verticalização nas demais áreas, criando novos corredores de desenvolvimento, com comércios, serviços, areas de convivencia e apartamentos menores e mais baratos que os da orla, hoje muito caros para as familias que ja moram em BC e nao fazem parte do público investidor que compra os imóveis de luxo.


4) Financiamento imobiliário: nova aposta do governo pode encarecer crédito para compra da casa própria

A poupança ganhou um novo concorrente lançado como uma alternativa mais rentável para o investidor pessoa física, o Tesouro Reserva, e ele pode mexer com um dos pilares do financiamento imobiliário no Brasil. Se o dinheiro sair da caderneta, o crédito para comprar imóveis pode ficar mais caro em meio à perda de atratividade da poupança. Com menos dinheiro disponível na poupança, o custo de captação pode subir porque os bancos poderão ser obrigados a recorrer a opções mais caras, o que tende a encarecer a ponta do consumidor, restringir a oferta e, como consequência, desacelerar o mercado de imóveis.


5) "Venda casada": TRF6 proíbe Caixa de condicionar financiamento à contratação de produtos e serviços do banco

A Caixa Econômica Federal está proibida de condicionar a concessão de financiamentos habitacionais à contratação de produtos e serviços exclusivos do próprio banco. A decisão é da 4ª Turma do TRF6 e atende recurso em ação civil pública apresentada pelo Ministério Público Federal. A prática, conhecida como venda casada, foi denunciada ao MPF por clientes da Caixa. Durante o processo, ficou comprovado que a instituição exigia dos mutuários, como condição para celebrar contratos de financiamento pelo Sistema Financeiro da Habitação liberar recursos do FGTS para aquisição de imóvel, a abertura de conta corrente, a contratação de seguro habitacional exclusivamente com a Caixa Seguros e a adesão a plano de capitalização. Para a Justiça, essas exigências configuram venda casada, prática vedada pelo Código de Defesa do Consumidor por restringir a liberdade de escolha do consumidor e gerar desequilíbrio na relação contratual.


6) Virginia, Neymar e agro: os trunfos da Edify no concorrido mercado de Santa Catarina

Localizado de frente para a Meia Praia, o empreendimento Edify One, em Itapema, Santa Catarina, conta com 68 unidades residenciais – duas delas ocupadas pelo jogador Neymar e pela influenciadora Virginia Fonseca, respectivamente. As metragens variam de 260 metros quadrados a 420 metros quadrados, além de uma cobertura triplex de 966 metros quadrados. O Valor Geral de Vendas (VGV) é estimado em R$ 650 milhões. À EXAME, Luiz Feitosa, um dos sócios da construtora Edify, afirma que a escolha de compradores com grande projeção nacional amplia naturalmente a visibilidade do empreendimento e funciona como uma "chancela espontânea para o projeto".


7) Areia do deserto pode abrir novas possibilidades para a construção civil

Uma nova tecnologia pode ampliar as possibilidades de uso da areia do deserto na construção civil. Segundo matéria publicada pelo Correio Braziliense, pesquisadores e empresas do Reino Unido desenvolveram um aglomerante capaz de unir os grãos finos e arredondados desse tipo de areia, que tradicionalmente não apresenta as características necessárias para a produção de concreto convencional. O processo é utilizado na fabricação de blocos destinados a aplicações como paredes e pavimentos. De acordo com a publicação, o material demanda menos energia do que blocos de argila, pode ser triturado e reutilizado e apresenta potencial para reduzir o consumo de água e o transporte de matéria-prima. A inovação pode ser especialmente relevante para regiões áridas, que possuem grandes reservas de areia do deserto, mas dependem da importação de materiais adequados à construção.


8) Luggo vende últimos projetos para FII e alivia balanço da MRV

A MRV &Co esta dando mais um passo para desalavancar e simplificar sua estrutura, desta vez com a venda dos ultimos ativos desenvolvidos pela Luggo. A proptech que constrói e gere empreendimentos para o mercado de multifamily fechou um acordo para vender tres ativos por R$ 166 milhoes para um fundo imobiliário a ser constituído pela JiveMauá. Para um analista que cobre o setor, o deal e positivo porque mostra que ha demanda para o segmento de multifamily e alivia o balanço da MRV - a subsidiária consumiu R$ 26,4 milhoes em caixa no primeiro semestre. "O business de aluguel é mais consumidor de caixa na construção. Enquanto na incorporação você lança, vende e recebe à medida que constrói, o multifamily só gera caixa depois de alugado, entao e bom que a MRV venda os poucos projetos que está construindo," o analista disse ao Metro Quadrado.


9) Como um aplicativo de gamificação ajudou a Plano&Plano a vender mais de 5 mil imóveis em 2025

Criada como campanha promocional, Planitown atraiu 325 mil inscritos, levou 52 mil pessoas a simular financiamento e virou uma ferramenta para educar os consumidores sobre a compra do primeiro apartamento. O objetivo é mostrar, de forma lúdica, que a compra pode estar ao alcance do consumidor e, ao mesmo tempo, prepará-lo para etapas como simulação de crédito, escolha da localização, documentação e financiamento. O projeto nasceu em 2024 como uma campanha promocional para captar possíveis clientes por meio do sorteio de apartamentos. Com o tempo, porém, a Plano&Plano percebeu que a ação poderia ir além da geração de leads e funcionar como um aplicativo de letramento.


10) Adeus, Platina 220? Conheça prédio que vai superar arranha-céu mais alto de SP

O prédio mais alto de São Paulo está prestes a ser lançado, e está sendo desenvolvido pelo Grupo Carrefour Brasil, por meio do Carrefour Property. Localizada dentro do complexo multiuso Paseo Alto das Nações, a torre corporativa ainda sem nome definido recebeu o "habite-se" no fim de junho. Com 219 metros de altura distribuídos em mais de 40 pavimentos, cada um com 2.200 metros quadrados, a construção deve superar todos os edifícios da capital, incluindo o Platina 220, localizado no Tatuapé, Zona Leste, que até agora detinha o posto de maior torre da cidade com 172 metros e 50 pavimentos.