1) Ranking Imobiliário 2025 revela novos polos de crescimento e consolidação de mercados regionais
O mercado imobiliário brasileiro viveu, em 2025, um movimento de consolidação dos grandes centros e de fortalecimento de novos polos regionais. É o que aponta o ranking das 10 cidades com melhor desempenho em vendas e lançamentos, elaborado pela ABRAINC com dados da GeoBrain. O levantamento mostra um setor mais distribuído pelo território nacional, com crescimento relevante em capitais do Nordeste, no litoral catarinense e no interior paulista. São Paulo manteve a liderança nacional tanto em vendas quanto em lançamentos. A capital paulista alcançou VGV de R$ 42,6 bilhões em vendas, ampliando a vantagem sobre a segunda colocada e repetindo o forte desempenho registrado em 2024. Acesse o ranking.
2) Fundos imobiliários fecham 2025 com 2,96 milhões de investidores
O mercado de Fundos de Investimento Imobiliário (FII) encerrou 2025 com 2,96 milhões de investidores, registrando crescimento de 6,4% em relação aos 2,785 milhões de dezembro de 2024, segundo dados da B3. O volume total negociado na classe de ativos somou R$ 84,8 bilhões no acumulado do ano, mantendo volume financeiro médio diário anual estável em R$ 339 milhões. A estrutura de custódia do segmento mantém forte concentração no investidor pessoa física, que detém 72,9% do estoque total. E os investidores institucionais respondem por 21,2% e não-residentes por 4,5%.Na dinâmica de negociação, as pessoas físicas foram responsáveis por 42,1% do volume transacionado em dezembro. Na sequência vêm as institucionais com 35,8% e não residentes com 19,3%.
3) Homem de 47 anos da classe B lidera perfil de comprador de imóveis
O comprador padrão de imóveis no Brasil é homem, com aproximadamente 47 anos, classe B, que vive em família. De acordo com a pesquisa do DataZAP, do Grupo OLX, dentro deste perfil, o comprador procura mais por imóvel usado para residência própria, com teto beirando os R$500 mil. Os dados mostram que 60% dos compradores optam por imóveis usados. O teto de investimento fica em R$ 499.999 para 74% dos entrevistados. Já as casas superam apartamentos na preferência deste tipo de comprador: 57% contra 33%, respectivamente. O padrão desejado pelo comprador típico inclui um imóvel com área entre 31 e 60 metros quadrados, dois ou três dormitórios, uma suíte, dois banheiros e vaga de garagem. A divisão adequada dos ambientes e a ventilação natural também são critérios valorizados.
4) Citi prevê aceleração do setor imobiliário no Brasil após alta em 2025
O setor imobiliário brasileiro deve superar os ganhos robustos apresentados em 2025, quando o IMOB (Índice Imobiliário) subiu 73,5%. É o que aponta o segundo relatório do Citi sobre perspectivas globais para ações de real estate. Os analistas afirmam que 2026 não será ano de desempenho generalizado do setor mundialmente, mas a América Latina, com foco no Brasil, está entre as regiões que devem continuar se destacando. Ventos macroeconômicos favoráveis, como possível queda dos juros e da inflação além de aceleração da atividade, devem ajudar o setor, junto com questões específicas do mercado nacional.
5) Branded residences cresce e SP tem 5º maior mercado
São Paulo conquistou a quinta posição mundial em número de projetos de branded residences – projetos imobiliários de luxo e hotelaria atrelados a uma marca renomada. A capital paulista possui 25 empreendimentos entregues ou em lançamento assinados por marcas, segundo levantamento da CBRE (Coldwell Banker Richard Ellis). A cidade fica atrás apenas de Dubai (mais de 130 projetos), sul da Flórida, Nova York e Phuket, na Tailândia. Em São Paulo, nomes como o estúdio italiano Pininfarina, a casa de moda Armani, os hotéis Fasano e Rosewood integram a lista de marcas que assinam projetos residenciais. Marcas brasileiras de design de móveis de luxo também estão surfando nessa onda, com Artefacto e Ornare participando do mercado.
6) Inadimplência de aluguel é a mais baixa dos últimos sete meses no Brasil, aponta Índice Superlógica
A inadimplência de aluguel no Brasil chegou ao patamar mais baixo dos últimos sete meses, com uma taxa de 3,44% em dezembro, ante 3,69% em novembro – uma variação de 0,25 ponto percentual. Quando comparada com o mesmo período de 2024 (3,46%), a taxa apresenta uma leve queda de 0,02 ponto percentual. Segundo Manoel Gonçalves, Diretor de Negócios para Imobiliárias do Grupo Superlógica, “a inadimplência de aluguel segue uma tendência de queda nos últimos meses e pode ser um bom sinal para 2026”. Mas o especialista alerta que, apesar do respiro, “é fundamental acompanhar de perto as projeções de juros para este ano, já que esse indicador tem impacto direto tanto no endividamento quanto na capacidade de pagamento dos inquilinos".
7) De Moema a Perdizes, ‘desvio’ de imóvel popular para classe média gera onda de devoluções na Justiça
Um ano após a denúncia do Ministério Público de São Paulo sobre venda e aluguel de apartamentos populares em bairros nobres a clientes de maior renda, a Justiça tem recebido uma série de ações de distrato contra construtoras e incorporadoras. As decisões têm dado provimento integral ou parcial ao que é defendido pelos compradores dos imóveis, parte delas já em 2ª instância. s decisões favoráveis envolvem principalmente clientes que comprovaram desconhecer as restrições dos imóveis. Os casos envolvem unidades de Habitação de Interesse Social (HIS) e Habitação de Mercado Popular (HMP) construídas e comercializadas pelo mercado imobiliário com incentivos municipais, mas sem envolvimento direto do poder público. O “desvirtuamento” desse tipo de moradia foi alvo de inquérito no MP-SP e é tema de CPI na Câmara Municipal.
8) 'Carros voadores' prometem aquecer mercado imobiliário na Zona Norte de SP
O aeroporto Campo de Marte, na Zona Norte de São Paulo, está prestes a se tornar um polo da mobilidade aérea urbana no Brasil. A concessionária PAX Aeroportos firmou uma parceria com a UrbanV, empresa internacional especializada na implantação e operação de vertiportos, para desenvolver a infraestrutura necessária à operação de aeronaves elétricas de decolagem e pouso vertical, os chamados eVTOLs, ou "carros voadores". O acordo prevê a instalação dos primeiros vertiportos urbanos do país no Campo de Marte e no aeroporto de Jacarepaguá, no Rio de Janeiro. A iniciativa integra o sandbox regulatório conduzido pela Anac, que busca definir normas e procedimentos para o novo modal.
9) Alta no aluguel atrai investidores para renda recorrente
Investidores no mercado imobiliário receberam, logo após a virada para 2026, pelo menos duas notícias que confirmam o avanço do segmento como opção de investimentos para o ano que se inicia. A primeira notícia veio do Índice de Variação de Aluguéis Residenciais (IVAR), medido pela FGV. Ele apontou alta média de 8,85% no valor dos aluguéis no Brasil no acumulado de 2025, superando a inflação. O Índice FipeZap trouxe a segunda notícia, apontando alta média de 6,52% no valor de imóveis usados também no ano passado (com ganho real de 2,24% acima da inflação). "Esses dois indicadores confirmaram uma virada de expectativas sobre o segmento imobiliário em relação ao que se projetava no início de 2025".
10) Raro projeto de casas milionárias quer atrair alta renda para entorno do Jockey Club
O FH Jockey terá unidades com área privativa entre 430 m² e 612 m². As residências são distribuídas em quatro andares, incluindo um rooftop, e contam com diferenciais como conforto acústico, infraestrutura para elevador e ar-condicionado, além de jardins privativos. Nas áreas comuns, o projeto prevê pontos de carregamento para carros elétricos e gerador compartilhado. O VGV do empreendimento é estimado em R$ 47 milhões, com o preço do metro quadrado em R$ 14 mil. Ou seja, cada casa custa entre R$ 6 milhões e R$ 9 milhões. O financiamento do projeto será por meio de um CRI estruturado e distribuído pela gestora GCB Investimentos. A rentabilidade do título é de CDI + 5,5% ao ano, com prazo de validade até 2029.
Caso queira receber a IncorporaNews direto no seu e-mail, cadastre-se em: https://oincorporador.com.br/incorporanews.
Caio Lobo é Diretor de Incorporações e Sócio da Mitro Construtora e Incorporadora, empresa sediada em Goiânia (GO) e especializada no segmento popular de habitação e no médio padrão. É formado em Engenharia Civil pela UFSC (Universidade Federal de Santa Catarina) e é Pós-graduado em Gestão de Negócios pela Fundação Dom Cabral. Produz conteúdo sobre incorporações imobiliárias e mercado imobiliário para o canal @oincorporador, que conta com mais de 100mil seguidores nichados, é editor da newsletter IncorporaNews, professor no Curso Incorporações Imobiliárias Financiadas e é um entusiasta do mercado imobiliário.