1) Governo quer ampliar renda do Minha Casa Minha Vida para R$ 13.000

governo federal quer reajustar todas as faixas do Minha Casa Minha Vida. Segundo o texto enviado ao conselho do FGTS, a faixa 1 terá o limite de renda ampliado de R$ 2.850 para R$ 3.200, enquanto na faixa 2, o teto passará de R$ 4.700 para R$ 5.000. Já a faixa 3 subirá de R$ 8.600 para R$ 9.600, e na modalidade voltada à classe média, o limite aumentará de R$ 12.000 para R$ 13.000. Além disso, o governo também propôs elevar o valor máximo dos imóveis financiáveis. Na faixa 3, o teto passará de R$ 350 mil para R$ 400 mil, enquanto para a classe média, subirá de R$ 500 mil para R$ 600 mil.

2) Brasília desbanca São Paulo e é a cidade mais atrativa para o alto padrão

O quarto trimestre de 2025 marcou uma inflexão no mercado imobiliário brasileiro. Brasília assumiu a liderança no alto padrão, Fortaleza consolidou a primeira posição no segmento econômico e Goiânia manteve presença constante entre os primeiros colocados ao longo de todo o ano. O movimento confirma um ciclo menos concentrado e mais competitivo entre as regiões. Acesse o ranking completo.

3) Reforma tributária estimula ‘pejotização’ no mercado de aluguel de imóveis

Velha conhecida no mercado de trabalho, a “pejotização” começa a avançar também no mercado imobiliário diante das mudanças trazidas pela reforma tributária. Com a substituição de cinco impostos por dois, o IBS e a CBS, proprietários avaliam transferir imóveis para pessoas jurídicas como forma de reduzir a carga tributária sobre os aluguéis. Especialistas em direito tributário ouvidos pelo Diário do Comércio relatam aumento de até 30% no volume de abertura de holdings imobiliárias em decorrência das mudanças no sistema. Mas, para valer a pena, a troca de pessoa física pela jurídica na locação depende do número de imóveis alugados, se há planos para venda ou doações, por exemplo. De forma geral, as vantagens tributárias tendem a aparecer para proprietários que alugam mais de três imóveis e têm receita bruta anual superior a R$ 240 mil.

4) Bairros planejados se multiplicam pelo País com projetos que duram décadas e faturam bilhões

Em meio aos desafios causados pelo crescimento desordenado das grandes cidades, empresas estão investindo bilhões de reais para criar bairros planejados. Nas últimas décadas, o número de projetos cresceu, apoiado pela entrada de grandes incorporadoras e a promessa de maior qualidade de vida. O movimento, no entanto, levanta dúvidas sobre a infraestrutura dos municípios e a formação de bolhas. Desde 2010, pelo menos 52 bairros planejados privados foram lançados no Brasil, de acordo com um estudo realizado pela Idealiza Cidades, empresa especializada no tema. O número avança anualmente. De 2000 a 2009, a média era de cerca de um projeto por ano. Já no período de 2020 a 2025, foram 29 lançamentos, com uma média de 5 empreendimentos por ano.

5) Construtora Tenda adota 'produção automotiva' para driblar escassez de mão de obra

A companhia estruturou seu modelo produtivo inspirado no sistema da Toyota a partir de 2011, trazendo para a construção civil conceitos de sequenciamento, padronização e modularidade típicos da montagem de veículos. Na prática, a lógica é transformar a obra, tradicionalmente artesanal, em um processo industrial de montagem. “O que fizemos foi separar o processo construtivo em macroetapas. Cada uma dessas etapas trabalha com times dedicados. Então, por exemplo, temos um time que faz apenas a estrutura do prédio com fôrmas de alumínio. Depois, temos outro que instala a cerâmica, outro que cuida da parte hidráulica", explica Luiz Mauricio de Garcia Paula, CFO da Tenda.

6) Apartamentos populares em SP passam a ter exigência de publicidade ostensiva para evitar desvios

Um ano após a denúncia da venda de apartamentos populares a pessoas de maior renda pelo MP-SP, construtoras e incorporadoras começaram a instalar placas de sinalização em empreendimentos com esse tipo de moradia na capital paulista. A "publicidade ostensiva" foi determinada pela Prefeitura em portarias veiculadas pela Secretaria Municipal de Habitação no fim de fevereiro e em dezembro do ano passado. A publicação prevê que descumprimentos sejam penalizados, o que ainda será disciplinado em nova portaria. As punições indicadas incluem a suspensão, cassação e anulação de documentação e, até mesmo, a revogação de incentivos, benefícios e isenções fiscais a empreendimentos com Habitação de Interesse Social (HIS) e Habitação de Mercado Popular (HMP).]

7) Financiamentos imobiliários com recursos da poupança caem 8% em janeiro para R$ 12,1 bilhões, diz Abecip

Os financiamentos imobiliários com recursos da poupança (SBPE) recuaram 8,2% em janeiro, para R$ 12,1 bilhões, segundo dados divulgados hoje pela Associação Brasileira das Entidades de Crédito Imobiliário e Poupança (Abecip). O volume é 28,4% menor que o apontado em dezembro. No acumulado de 12 meses, o montante financiado soma R$ 155,2 bilhões, redução de 15,7% frente ao período anterior. O volume de financiamento imobiliário deve crescer 16% em 2026, após um avanço de 3% em 2025, segundo os cálculos da Abecip. O desempenho do mercado deve refletir os efeitos do novo modelo de financiamento imobiliário, anunciado pelo governo em outubro do ano passado, e outros fatores, como a queda da Selic.

8) Em SP, estoque no alto padrão acelera e já atinge 20 meses de venda

A decisão das incorporadoras de concentrar os lançamentos no alto padrão para fugir da pressão dos juros na média renda está cobrando seu preço agora. O aumento dos níveis de estoque do setor - um ponto que preocupa analistas e investidores - está mais concentrado nos imóveis maiores e mais caros, notou o BTG Pactual, após analisar dados do Secovi-SP. Em São Paulo, o estoque de unidades com pelo menos 180 metros quadrados ou avaliados a partir de R$ 2,1 milhões já atinge os 20 meses de venda. Dois anos antes, estava abaixo de 15 meses. Já a média do mercado como um todo (excluindo Minha Casa Minha Vida) caiu de 12 para 11 meses no mesmo intervalo, um recuo em parte explicado pela desaceleração dos lançamentos para a média renda. Tanto é que os lançamentos de imóveis acima de R$ 1,5 milhão em São Paulo superaram em volume as unidades avaliadas entre R$ 700 mil e R$ 1,5 milhão ao longo de 2025, depois de anos em um patamar abaixo.

9) Caixa volta a financiar aquisição de imóveis acima de R$ 2,25 milhões com recursos da poupança

Desde 2024, o banco estatal não vinha liberando financiamentos individuais para aquisição de imóveis acima desse limite. O objetivo era priorizar o crédito para moradias de menor valor, atendendo um maior número de famílias, uma vez que os recursos da caderneta de poupança ficaram mais escassos para atender toda a demanda. A vice-presidente de Habitação da Caixa, Inês Magalhães, disse que as mudanças promovidas pelo Banco Central em 2025 nas regras do depósito compulsório ampliaram a disponibilidade de recursos das cadernetas, viabilizando a retomada gradual do atendimento ao público que busca imóveis de valor mais alto.

10) Shopee fecha maior locação de galpões do Brasil em busca de liderança em entregas rápidas

Marq (antiga GLP) assinou a maior locação já vista no mercado de galpões logísticos do Brasil. Numa só tacada, alugou 220 mil m² (algo como 27 campos de futebol) no empreendimento que está em obras e será entregue até o fim deste ano às margens da Rodovia Presidente Dutra, em Guarulhos (SP). A inquilina será a Shopee, segundo apurou a reportagem. A Marq não divulga o nome do locatário por questões de sigilo do contrato. Procurada, a Shopee não fez comentários. O tamanho dessa locação sinaliza que o mercado logístico no Brasil continua aquecido mesmo após anos seguidos em expansão, puxado principalmente pela demanda das empresas de comércio eletrônico.