1) 33º Top Imobiliário: atuação no segmento popular é destaque. Das 10 empresas presentes nos rankings de Incorporadoras e Construtoras, 5 atuam no MCMV

O 33º Top Imobiliário consagrou o desempenho operacional das empresas que têm o seu foco no programa Minha Casa, Minha Vida (MCMV). No pódio das Construtoras e Incorporadoras, Cury e Plano & Plano atuam basicamente na produção de imóveis econômicos. As duas companhias são joint ventures com o grupo Cyrela, o campeão nas três categorias do prêmio (Incorporadoras, Construtoras e Vendedoras), que controla as marcas Cyrela (alto padrão) e Living (médio), além da Vivaz, especializada em moradia para a baixa renda e com participação crescente no mercado. Criado em 1993, o Top Imobiliário é uma parceria do Estadão com a Embraesp. É um prêmio para as empresas que registraram os maiores volumes de lançamento de imóveis residenciais na capital paulista e na Região Metropolitana de São Paulo em 2025, ano-base.

2) Construtoras pedem corte de juros para destravar faixas 3 e 4 do Minha Casa, Minha Vida

Representantes da construção civil levaram ao governo federal um novo pedido de ajuste no Minha Casa, Minha Vida, relata reportagem do Estadão. O pleito mira as faixas 3 e 4, onde a renda das famílias é maior, mas a composição da compra tende a ser mais sensível ao preço final do imóvel e ao custo do financiamento. As conversas ainda são iniciais e não há proposta formal fechada. Uma possibilidade é reduzir em 1 ponto percentual os juros das faixas 3 e 4. Isso levaria a taxa da faixa 3 de 8,16% para 7,16% ao ano e a da faixa 4 de 10% para 9% ao ano. Outra alternativa seria segmentar as faixas por renda, criando taxas intermediárias. Nesse modelo, famílias mais próximas do piso da faixa 3, hoje de R$ 5 mil mensais, pagariam juros menores, enquanto as próximas ao teto, de R$ 9,6 mil, ficariam com taxa um pouco superior.

3) Bradesco turbina plano empresário para incentivar vendas na ponta

O Bradesco está ampliando o crédito às incorporadoras com o objetivo de aumentar também as concessões à pessoa física para compra de imóveis dos segmentos de média e alta renda. O banco encerrou 2025 com uma carteira de R$ 37 bilhões no Plano Empresário, linha voltada ao financiamento da incorporação imobiliária, um crescimento de 31% em relação ao ano anterior. Apesar dos juros altos restringirem a demanda na ponta, o Bradesco entende que ainda há um público disposto a comprar e que a oferta tem sido limitada. "Apesar do cenario macroeconomico mais complexo, nós não vamos reduzir o nosso apetite de crédito para os incorporadores que já trabalham conosco," disse o vice- presidente do Bradesco responsável pela área de real estate, José Ramos Rocha Neto.

4) A cidade de São Paulo é um canteiro com 317 mil imóveis em construção

Esse volume representa a soma das unidades lançadas nos últimos 3 anos que agora estão sendo erguidas na cidade. A cidade de São Paulo nunca viu tantos canteiros de obra como agora. É consequência direta dos sucessivos recordes de lançamentos (104,4 mil imóveis em 2024 e 139,7 mil em 2025), além de 73 mil novos apartamentos em 2023, segundo dados do Secovi-SP, o sindicato da habitação. Na soma, existem 317 mil apartamentos em fase de construção, seguindo o prazo tradicional de 36 meses entre a data do lançamento e a entrega das chaves. Grandes empresas do setor, porém, passaram a adotar um ciclo mais longo para suas obras, por causa do tamanho dos novos projetos, maiores em altura e em número de imóveis.

5) Aluguel comercial tem maior alta mensal desde 2012

O mercado de imóveis comerciais no Brasil registrou em maio de 2026 a maior valorização mensal do aluguel desde abril de 2012, segundo o Índice FipeZap de Venda e Locação Comercial. A média ponderada das dez cidades monitoradas apontou um aumento de 1,48% nos preços de locação em relação a abril, enquanto o índice de venda avançou apenas 0,20% no mesmo período. Nos últimos 12 meses, a valorização acumulada dos aluguéis comerciais chegou a 10,60%, superando significativamente os preços de venda. Entre 2015 e 2023, o mercado de venda comercial enfrentou nove anos consecutivos de retração nominal. A recuperação só se tornou mais evidente em 2025, com alta de 2,55%. Nos últimos 12 meses até maio de 2026, atingiu 2,26%.

6) ChatGPT para o mercado imobiliário: 30 prompts que todo corretor de imóveis dever usar em 2026

A inteligência artificial deixou de ser apenas uma tendência para se tornar uma das ferramentas mais úteis no dia a dia do corretor de imóveis. Em poucos minutos, o ChatGPT pode ajudar a criar anúncios, responder clientes, elaborar campanhas de marketing, produzir conteúdo para redes sociais e até organizar a rotina comercial. Mas existe um detalhe importante: o resultado depende da qualidade do comando enviado. Quanto mais específico for o prompt, melhores serão as respostas. Pensando nisso, foram reunidos 30 prompts prontos que podem ajudar corretores de imóveis e imobiliárias a economizar tempo, melhorar o atendimento e vender mais em 2026.

7) Residencial para renda muda de patamar rumo à consolidação no Brasil

O mercado de locacao residencial permanente - tambem conhecido como long stay - apresenta um crescimento de 35% entre 2010 e 2022 nas principais capitais, segundo dados apresentados pela Brain Inteligencia Estrategica. Esse movimento também é uma escolha consciente de públicos de renda media e alta, e nao apenas uma resposta ao déficit habitacional. Segundo o estudo, o desejo de locação se encontra estável, com forte protagonismo da geração Z. Além disso, 30% dos brasileiros aceitam morar de aluguel mesmo tendo condições financeiras para a compra da casa própria. Os compactos de um dormitório são uma saída viavel de escoamento para contratos de longa duração em bairros valorizados. A queda na taxa de juros e o acesso a um custo de capital mais barato são vitais para o multifamily ganhar escala no país.

8) Minha Casa Minha Vida ganha versão premium em Petrópolis com elevador panorâmico, academia e piscina

A cidade de Petrópolis, na Região Serrana, terá o primeiro empreendimento enquadrado na Faixa 4 do programa Minha Casa, Minha Vida. Batizado de Cenário Origem, o condomínio que ficará em Corrêas terá oferta habitacional voltada a famílias com renda mensal de até R$ 13 mil. O residencial terá 224 unidades e Valor Geral de Vendas (VGV) estimado em R$ 87 milhões. Os apartamentos terão dois ou três quartos, com opções de suíte, varanda e unidades com área externa privativa. Lançado pela MQuattro Incorporadora em parceria com a INNER Incorporadora, o novo condomínio terá imóveis com preços a partir de R$ 299 mil. A comercialização será feita pelo modelo de crédito associativo da Caixa Econômica Federal, modalidade em que o financiamento é contratado ainda durante a fase de construção.

9) B3 passa a aceitar FIIs como garantia em operações

A B3 passou a aceitar, neste mês, cotas de Fundos Imobiliários (FIIs) como garantia em operações que exigem margem, como derivativos e operações estruturadas. Inicialmente, 28 FIIs estarão habilitados para cobertura de margem de risco, iniciativa que amplia o leque de ativos elegíveis na bolsa brasileira e fortalece o posicionamento estratégico do do segmento. A mudança deve ampliar o espaço dos FIIs entre os investidores institucionais, que atuam com mais frequência em operações de maior complexidade. Na prática, os FIIs poderão ser utilizados como garantia em operações registradas na Câmara B3, que atua como contraparte central das negociações.

10) MRV vende empreendimentos nos EUA por preços abaixo da avaliação para reduzir dívida

A MRV Engenharia anunciou a venda de dois empreendimentos da Resia, sua operação imobiliária nos Estados Unidos, por US$ 139 milhões (cerca de R$ 716 milhões). O endividamento da construtora beira os R$ 6 bilhões, de acordo com o balanço mais recente, e a venda é mais um passo no sentido de reduzi-lo. Segundo a companhia, a transação reduzirá em 7,5% a dívida líquida consolidada da MRV&CO, equivalente a US$ 87 milhões, além de diminuir em US$ 46 milhões a participação de minoritários. A administração justifica a decisão pelo ambiente de juros elevados no mercado norte-americano e pelo fato de os empreendimentos ainda não apresentarem seu potencial máximo de ocupação e aluguel.