O ano de 2026 promete ser movimentado em vários segmentos, incluindo o mercado imobiliário. Neste ano teremos eleições presidenciais, Copa do Mundo de Futebol com duração maior que as edições anteriores e, ainda, um grande número de feriados prolongados. Com isso, especialistas estimam que será um ano com menos lançamentos imobiliários e um ritmo reduzido para o setor.

Diante de tantas novidades e um ano atípico, a Brain Inteligência Estratégica listou alguns pontos para ficar atentos no ano de 2026 e se planejar para o que tende a ser destaque, tanto positivo quanto negativo. Confira abaixo 10 pontos que merecem foco este ano:

1- Redução da taxa de juros:

Após período prolongado da taxa básica de juros em 15%, a estimativa dos especialistas é que a taxa Selic entre em redução gradual. A previsão é que a inflação em queda com dólar mais fraco, gere cenário de redução da taxa de juros, favorecendo também a demanda para públicos médio-altos que estão em compasso de espera.

2- Menos lançamentos e investimentos:

A análise da Brain indicou que em 2026, provavelmente, ocorra menos lançamentos imobiliários no país. A economia com menor tração e ano de cenário político devem gerar boa dose de volatilidade, freando vários novos empreendimentos e investimentos. A demanda deve manter-se mais aquecida que a oferta, dado a baixa taxa de desocupação e a intenção de compra elevada. Já os preços continuarão a subir acima do IPCA e INCC.

3- MCMV mantém a força: 

Um dos pontos positivos que deverão ser mantidos será o incentivo ao programa Minha Casa, Minha Vida (MCMV) que em 2025 movimentou o mercado de médio padrão, com o lançamento de uma nova faixa e maiores estímulos ao financiamento para a classe média. A previsão é manutenção da força do MCMV em todas as suas faixas.

4- Cenário positivo para imóveis de investimento

De acordo com a análise da Brain, a vigência da nova Reforma Tributária poderá antecipar decisões de pequenos e médios investidores, fator que criará um cenário positivo para a venda de imóveis voltados para investimentos e rentabilidade, como compactos e empreendimentos com perfil short stay. Imóveis de investimento continuarão com expectativa positiva, ainda que em algumas cidades com menor força pela oferta já colocada.

5- Valores de locação devem continuar crescendo

Em 2026 os investimentos em imóveis para locação por temporada prometem continuar pujantes. As taxas e valores de locação devem continuar crescendo pelo descasamento entre preços de venda e renda das famílias nas capitais. O diagnóstico da Brain leva em conta que, como muitos projetos compactos serão entregues em 2026, pode acontecer uma migração de demanda de short stay para long stay, devendo o short stay manter-se em projetos mais estruturados e vocacionados, substituindo o parque hoteleiro mais antigo.

6- Crescimento de metragens menores:

O levantamento da Brain também prevê que as categorias imobiliárias Luxo e Superluxo tenderão a metragens menores, porém com maior qualidade geral de projeto, mais ênfase em localização e conceituação.

7- Compra de landbank favorecida:

Os valores ou condições de terreno possivelmente terão maior margem de negociação, o que vai favorecer a compra de landbank, que é uma estratégia comum no mercado imobiliário, em que empresas e investidores compram e acumulam terrenos com potencial de valorização a longo prazo, visando o desenvolvimento futuro de projetos em anos mais favoráveis.

8- Aumento da procura por mercado de capitais:

A Brain também traz um alerta: será o ano de grande procura pelo mercado de capitais. Para grande parte das empresas, a expectativa é de que seja um ano de “virada”. Empresas menos organizadas deverão reduzir de tamanho ou até descontinuar atividade se não se planejarem bem.

9- Surgimento de novos nichos e tendências:

Em 2026, haverá o crescimento de projetos co-branded nos segmentos de luxo, como busca de diferenciação e maior ingresso em nichos pouco explorados, mas de grande potencial, como senior living. A nova composição e padrões sociais deverão ditar as novas tendências e o mercado precisará se adaptar às novas dinâmicas, como por exemplo, ao envelhecimento da população brasileira.

10- Grande ativação de negócios atrelado à política:

Dependendo do cenário eleitoral, pode ocorrer grande ativação de negócios ou manutenção do ritmo atual. Em ano eleitoral, marcado pelo receio ao risco no mercado de capitais, o setor imobiliário se mostra como uma alternativa para a segurança patrimonial. Assim sendo, a aquisição de ativos imobiliários, principalmente em cidades em ascensão no mercado, como Goiânia, se tornam uma estratégia de diversificação.

Felipe Melazzo, presidente da Associação das Empresas do Mercado Imobiliário (Ademi-GO), destaca que em anos de incertezas, internas e externas, os imóveis seguem sendo um investimento rentável e seguro. “Com uma valorização acima de outros investimentos e com uma a segurança do patrimônio, que em momentos adversos não é impactado, como ativos financeiros, por exemplo, preservando seu valor. Portanto, para quem busca estabilidade e proteção os imóveis seguem como uma das principais alternativas”, pontuou.