Uma negociação que parecia segura terminou em prejuízo para uma influenciadora em Goiás após ela cair no golpe do falso aluguel. O caso chamou a atenção para um tipo de fraude que tem se tornado cada vez mais comum, principalmente com o crescimento das negociações feitas pela internet e pelas redes sociais.
Segundo o Conselho Regional de Corretores de Imóveis de Goiás (Creci-GO), alguns cuidados simples podem reduzir significativamente o risco de cair nesse tipo de golpe. Entre eles estão verificar o registro do corretor, conferir a documentação do imóvel, desconfiar de ofertas muito abaixo do valor de mercado e nunca realizar pagamentos antes de confirmar a legitimidade da negociação.
De acordo com a coordenadora do Creci Mulher em Goiás, Beatriz Gomes, corretora de imóveis e perita avaliadora, os criminosos costumam copiar anúncios verdadeiros, utilizar fotos de imóveis reais, criar perfis falsos de corretores ou imobiliárias e pressionar as vítimas para realizar pagamentos antecipados. "Em muitos casos, eles utilizam números de WhatsApp diferentes dos canais oficiais e solicitam valores como caução, reserva ou sinal antes mesmo da assinatura do contrato", explica.
Antes de fechar qualquer negócio, a principal recomendação é confirmar se o profissional que está intermediando a negociação é, de fato, um corretor de imóveis regularmente inscrito no Creci.
Segundo Beatriz, a forma mais segura é solicitar o número do registro e realizar a consulta diretamente nos canais oficiais do Conselho. O consumidor também deve verificar se o nome informado corresponde ao cadastro profissional e desconfiar de quem se recusa a apresentar a credencial.
Nunca faça pagamentos por pressão
Outra orientação é evitar qualquer transferência antes da análise da documentação e da assinatura do contrato. "O pagamento só deve ser realizado após a confirmação da identificação do corretor ou da imobiliária, análise da documentação e assinatura do contrato. Antes de qualquer transferência, especialmente via PIX, é essencial conferir o nome completo do destinatário, CPF ou CNPJ e verificar se esses dados correspondem às informações apresentadas durante a negociação."
A especialista reforça que pagamentos feitos apenas com base em conversas por WhatsApp ou promessas verbais representam um dos maiores riscos para o consumidor.
Desconfie de ofertas muito vantajosas
Imóveis anunciados por valores muito abaixo do mercado costumam ser um dos principais atrativos utilizados pelos golpistas.
Além de preços incompatíveis, também merecem atenção situações em que há urgência excessiva para concluir a negociação, solicitação de depósitos em contas de terceiros, recusa em apresentar documentos ou informações contraditórias.
Mesmo quando o imóvel é visitado ou há apresentação de um contrato, Beatriz orienta que o consumidor confirme a identidade do corretor, da imobiliária e também do proprietário do imóvel.