A intenção de compra de imóveis voltou a crescer no Brasil e atingiu a maior marca em um ano. Mesmo assim, o mercado de locação continua superaquecido, especialmente entre o público mais jovem, segundo um levantamento realizado pela Brain Inteligência Estratégica.

Segundo a pesquisa, que entrevistou, em todo o país, 1.200 ao longo do mês de março, 49% das famílias brasileiras pretendiam comprar um imóvel no primeiro trimestre deste ano. O índice representa o maior patamar em um ano e cinco pontos percentuais acima do registrado no mesmo período de 2025.

Já a intenção de alugar recuou de 23% para 21%, indicando uma leve desaceleração, mas ainda com participação significativa no mercado habitacional. Os dados revelam que parte da demanda por compra já está em estágio mais avançado. Entre os interessados, 9% afirmam estar pesquisando imóveis na internet, enquanto 5% já visitam unidades.

Além disso, 68% dos potenciais compradores pretendem fechar negócio em até dois anos, o que aponta para um volume relevante de demanda no médio prazo. Outros 9% dos entrevistados disseram ter adquirido um imóvel nos últimos 12 meses.

O principal fator que impulsiona a compra continua sendo a saída do aluguel, citado por 38% dos entrevistados. Também ganham destaque motivos ligados a mudanças de vida, como casamento, independência ou necessidade de mais espaço. Já as aquisições com finalidade de investimento, seja para locação ou revenda, representam 28% do total.

Aluguel

No mercado de locação, o estudo mostra que 13% dos entrevistados pretendem alugar um imóvel nos próximos meses, embora ainda não tenham iniciado a busca. Outros 5% já pesquisam opções online e 3% visitam imobiliárias ou unidades disponíveis.

Apesar da leve queda na intenção de alugar, a avaliação da Brain é de que o segmento segue relevante dentro da dinâmica habitacional brasileira. A Geração Z, formada por pessoas entre 21 e 28 anos, aparece como protagonista nos dois mercados. Na compra, 59% dos jovens dessa faixa etária pretendem adquirir um imóvel, um avanço de dez pontos percentuais em relação a 2025.

Já na locação, 41% desse público demonstram intenção de alugar, percentual bem superior ao observado entre os Baby Boomers (10%), grupo que concentra maior estabilidade habitacional e maior proporção de proprietários.

No recorte regional, o Nordeste lidera tanto na intenção de compra quanto na de locação, com 55% e 24%, respectivamente. O Sudeste aparece em seguida, com 47% de intenção de compra e 23% de locação, enquanto Sul, Centro-Oeste e Norte registram índices menores.