MCMV amplia limites de renda e teto de imóveis para facilitar acesso à casa própria
Aprovada pelo Conselho Curador do FGTS, a medida eleva teto de financiamento para até R$600 mil e reajusta faixas de renda, beneficiando cerca de 87,5 mil famílias com juros reduzidos
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25/03/2026
Aprovada pelo Conselho Curador do FGTS, a medida eleva teto de financiamento para até R$600 mil e reajusta faixas de renda, beneficiando cerca de 87,5 mil famílias com juros reduzidos
O Governo Federal oficializou um novo conjunto de medidas para fortalecer o programa Minha Casa, Minha Vida (MCMV), com o objetivo de ampliar o número de famílias contempladas e facilitar o acesso ao crédito habitacional. Aprovadas pelo Conselho Curador do FGTS nesta terça-feira (24), as atualizações incluem o aumento do limite de renda mensal de todas as faixas do programa e a elevação do teto do valor dos imóveis, especialmente para as famílias de classe média.
Com o reajuste, a Faixa 1 passa a atender famílias com renda de até R$3.200 mensais, um aumento de 12% que compensa a atualização do salário mínimo. As demais faixas também foram corrigidas: a Faixa 2 sobe para R$5 mil, a Faixa 3 para R$9,6 mil e a Faixa 4 atinge o limite de R$13 mil. Na prática, famílias que antes estavam enquadradas em faixas superiores agora podem migrar para faixas menores, garantindo acesso a taxas de juros mais baixas e maior capacidade de financiamento.
Novos Tetos para o Mercado Imobiliário
A atualização também impacta diretamente o valor dos imóveis que podem ser financiados pelo programa. O teto para a Faixa 3 foi ampliado de R$350 mil para R$400 mil, enquanto para a Faixa 4 o valor máximo subiu de R$500 mil para R$600 mil. Para as faixas 1 e 2, os novos valores já haviam sido aprovados anteriormente e entraram em vigor em janeiro deste ano.
De acordo com o Ministério das Cidades, a expectativa é que ao menos 87,5 mil famílias sejam beneficiadas diretamente pela redução nas taxas de juros decorrente da migração de faixas. Um exemplo prático dessa mudança é uma família com renda de R$4.900, que deixa a Faixa 3 para entrar na Faixa 2: a taxa de juros cai de 7,66% para 6,5% ao ano, ampliando o poder de compra e o valor do financiamento aprovado.
Para o setor da construção civil, as mudanças sinalizam um reaquecimento na demanda por unidades residenciais em centros urbanos, permitindo que as incorporadoras viabilizem projetos com maior valor agregado dentro das regras do programa. A medida é vista como um passo estratégico para reduzir o déficit habitacional e incluir a classe média brasileira no sonho da casa própria, integrando cerca de 8,2 mil novas famílias através da nova Faixa 4.
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