Goiânia em vista aérea. Foto: Pedro Estulano 

A valorização média do metro quadrado na capital até setembro foi de 13%. Considerando todos os bairros da cidade, a média é próxima a R$ 10,5 mil por metro quadrado, conforme dados da Associação das Empresas do Mercado Imobiliário de Goiás (Ademi-GO).

O aumento do custo de produção e a alta demanda de mão de obra, também pelo aumento do custo de capital para a produção de empreendimentos, somado à valorização urbana de alguns bairros, impulsionaram a elevação. No recorte dos quatro principais bairros da cidade, Marista, Bueno, Jardim Goiás e Setor Oeste, o valor médio do metro quadrado é de R$ 12.500,00/m², aproximadamente. Por sua vez, o preço do Marista já chega a R$ 13.200,00/m², elevando a média da cidade.

O Diretor de Pesquisas e Estatísticas da Ademi-GO, Credson Batista, explica que essa dinâmica é natural e esperada. “Quanto maior a oferta de infraestrutura, serviços e lazer, maior a valorização de uma região. É o caso dos quatro principais bairros da cidade, em especial o setor Marista”, avaliou.

Em função dessa pressão de custos, Credson Batista destaca que imóveis que estão prontos ou quase prontos podem ser uma grande oportunidade devido ao conceito do custo de reposição. “Os imóveis que estão ficando prontos foram lançados em um outro momento de mercado, e não tiveram seu custo de obras e do custo dos financiamentos para a produção impactados por essa nova realidade, por exemplo”, elaborou o especialista.

Além disso, muitos empreendimentos com unidades ainda disponíveis foram aprovados no Plano Diretor anterior, que permitia um adensamento maior dos terrenos. “A média praticada na cidade era de 10 vezes. Atualmente esse adensamento está restrito a 7,5 vezes. Ou seja, o valor do terreno que antes era diluído em 100 unidades passa a ser diluído em apenas 75 unidades, levando a um aumento natural do preço das habitações”, explicou o diretor ao relacionar a valorização.

Credson chama a atenção para a oportunidade que surge dessa dinâmica. “Se esse mesmo imóvel que está próximo da entrega fosse lançado hoje teria um preço muito superior ao praticado, já que o tiveram um custo menor de produção. Para quem compra é uma oportunidade de lucrar com a valorização”, alertou.