No mercado imobiliário de alto padrão alguns diferenciais são considerados incrementos de luxo, que podem aumentar a valorização do empreendimento e a exclusividade agregada ao projeto. Um exemplo é a presença de heliponto, um atrativo que pode acrescentar 15% ou até mais no valor de mercado em comparação a imóveis similares sem essa facilidade, especialmente no segmento de alto luxo ou comercial corporativo.

A presença de um heliponto facilita o acesso, atraindo um público de alto poder aquisitivo ou empresas que buscam evitar o trânsito urbano, o que justifica essa valorização superior. “Um heliponto agrega posicionamento, exclusividade e valorização patrimonial, além de ampliar o perfil de usuários e investidores do empreendimento”, destaca Almistran Firigato de Andrade Filho, formado em Ciências Aeronáuticas pela PUC-GO e proprietário da AFA Consultoria Aeronáutica.

No entanto, não basta ter um local para pouso e decolagens de pequenas aeronaves, esse valor só se materializa quando o ativo está plenamente regularizado e operacional, sem pendências que comprometam sua utilização futura. “A implantação de um heliponto depende de uma análise técnica integrada que envolve segurança operacional, conformidade regulatória e viabilidade física do empreendimento. São avaliados fatores como interferência com o espaço aéreo, características do entorno, limitações impostas por aeródromos próximos, além de aspectos construtivos e operacionais”, explica Almistran.

Nesse sentido, cada empreendimento possui um conjunto único de variáveis, o que torna inviável a aplicação de soluções padronizadas e traz a necessidade de uma análise personalizada, feita por uma empresa especializada. “O processo envolve análises técnicas federais, pareceres especializados e a condução de processos junto aos órgãos competentes, principalmente na esfera aeronáutica. Há etapas sequenciais, prazos regulatórios e pontos críticos que, se conduzidos de forma inadequada, podem resultar em exigências adicionais ou indeferimentos”, pontua o especialista.

Detalhes técnicos imprescindíveis

No Brasil, para um prédio ter um heliponto, é necessário aprovação da ANAC (Agência Nacional de Aviação Civil), do DECEA (serviço de tráfego aéreo) e da Prefeitura municipal. O projeto exige ART (Anotação de Responsabilidade Técnica) de um engenheiro especializado, respeitando normas de segurança como dimensões mínimas, sinalização, balizamento luminoso noturno e equipamentos de combate a incêndio.

Almistran detalha que não é qualquer lugar ou empreendimento que pode abrigar um heliponto. A possibilidade de implantação está diretamente relacionada a restrições aeronáuticas, urbanísticas e operacionais. “Existem áreas onde, mesmo com estrutura física adequada, o uso é inviável por interferência em rotas aéreas, zonas de proteção ou critérios de segurança. Por isso, a análise prévia é determinante para evitar investimentos que não poderão ser homologados”, pontua.

A instalação de um heliponto envolve riscos técnicos e regulatórios que não são evidentes para quem não atua diariamente com o sistema aeronáutico. Assim sendo, uma empresa especializada garante a leitura correta das normas, o diálogo técnico com os órgãos reguladores e a mitigação de riscos antes que se tornem impeditivos.

Sem essa condução, a empresa responsável pelo projeto fica exposta a atrasos, retrabalho e perda de valor do investimento. A AFA atua justamente nesses trâmites burocráticos, de análise e de segurança, de forma estratégica e preventiva, assumindo a condução técnica e administrativa do processo, reduzindo riscos, antecipando interferências e orientando o cliente desde a fase de concepção até a regularização final.

Além deste serviço, a empresa é especializada na condução de processos junto ao DECEA/COMAER, em Goiás. Entre os serviços oferecidos pela AFA estão: elaboração de estudos de viabilidade e condução de processos; análise precisa de gabarito de altura, garantindo conformidade técnica desde a concepção do projeto; articulação estratégica com órgãos públicos, proporcionando maior segurança jurídica e previsibilidade; e outras práticas que envolvem a implementação e desenvolvimento de helipontos em empreendimentos prontos e em construção.