A construção do Anel Viário da Grande Goiânia deu um passo decisivo nesta semana. Em reunião realizada no Ministério dos Transportes, em Brasília, foi assinada a autorização para publicação do edital de licitação da obra, aguardada há mais de 20 anos.

O projeto prevê a implantação de 44 quilômetros de vias para desviar o tráfego pesado do trecho urbano da BR-153, conectando Hidrolândia à saída de Goiânia para Teresópolis de Goiás, com passagem por Senador Canedo.

Com investimento estimado em cerca de R$ 1 bilhão, o empreendimento integra o Novo PAC e contará com pontes, viadutos e conexões com rodovias e equipamentos estratégicos, como o Aeroporto Internacional de Goiânia. A abertura das propostas está prevista para setembro.

Obra deve atrair investimentos

Para o presidente do Secovi Goiás, Antônio Carlos Costa, os impactos do Anel Viário vão além da mobilidade urbana. Segundo ele, a nova estrutura tem potencial para fortalecer a logística regional, atrair investimentos e criar condições para uma nova etapa de desenvolvimento econômico na Região Metropolitana.

“O Anel Viário é um indutor não só para resolver o problema de mobilidade, o que em si já é de extrema importância, mas também um indutor do desenvolvimento sustentável para Goiânia e Goiás. Isso permitiria um investimento pesado em industrialização”, afirma.

Na avaliação dele, Goiás já possui uma economia fortemente impulsionada pelo agronegócio, mas precisa avançar na agregação de valor à produção. Para ele, a melhoria da infraestrutura logística é um dos fatores necessários para ampliar a industrialização e aumentar a competitividade da região.

Além de reduzir o fluxo de caminhões dentro da capital, o Anel Viário deverá abrir novas frentes para a instalação de empreendimentos logísticos, industriais e imobiliários ao longo de seu traçado. A expectativa do setor produtivo é que o projeto contribua para reorganizar a expansão urbana da Grande Goiânia e ampliar a capacidade da região de atrair investimentos nos próximos anos.