O mercado imobiliário de luxo tem levado a verticalização a um novo patamar. Em Nova York, empreendimentos disputam recordes de altura e engenharia, transformando edifícios residenciais em verdadeiros marcos da arquitetura mundial. Entre eles está a Steinway Tower, considerada o prédio residencial mais alto do mundo e também o arranha-céu mais fino já construído.

Localizada na chamada "Rua dos Bilionários", em Manhattan, a torre tem 435 metros de altura, apenas cerca de 18 metros de largura e uma proporção de aproximadamente 24 vezes mais alta do que larga. O projeto reúne 60 residências distribuídas entre a torre principal e o histórico Steinway Hall, edifício de 1925 preservado e integrado ao empreendimento.

O edifício voltou aos holofotes após a cobertura ocupar o mercado por US$ 110 milhões. O imóvel se estende por quatro andares, conta com cerca de 1.100 metros quadrados, dois terraços e vista panorâmica para o Central Park e o horizonte de Manhattan.

Além da arquitetura, o empreendimento chama atenção pela estrutura oferecida aos moradores. Entre as áreas comuns estão piscina coberta com raia de 50 metros, quadra de tênis, simulador de golfe, academia, salão de beleza, jardins e espaços de convivência. Os interiores levam a assinatura do Studio Sofield, enquanto o projeto arquitetônico é do escritório SHoP Architects.

Os chamados supertalls — edifícios com mais de 300 metros de altura — têm se consolidado como uma tendência no segmento de alto padrão em grandes centros urbanos. Além de oferecer vistas privilegiadas, esses empreendimentos apostam em serviços exclusivos, privacidade e projetos arquitetônicos que se tornam referências internacionais.

No Brasil, a verticalização também avança no mercado de luxo. Um dos exemplos é o Senna Tower, em Balneário Camboriú (SC), que está em construção e foi anunciado como o futuro prédio residencial mais alto do mundo, com 550 metros de altura.