Durante muito tempo, acreditou-se que a geração Z não tinha interesse em comprar um imóvel. No entanto, pesquisas recentes mostram um cenário diferente. Levantamento da Brain Inteligência Estratégica, em parceria com a Abrainc, aponta que 59% dos jovens dessa geração pretendem adquirir um imóvel, percentual superior à média nacional.

Em Goiás, o movimento também chama atenção: uma pesquisa citada pela Ademi-GO revela que 56% dos jovens têm intenção de comprar um imóvel nos próximos meses, mostrando que esse público já influencia as decisões do mercado.

As mudanças não se limitam ao financiamento. O perfil da geração Z também tem influenciado o desenvolvimento de novos empreendimentos. De acordo com a Ademi-GO, os jovens priorizam imóveis compactos, bem localizados e próximos a serviços, transporte, lazer e trabalho. Além da localização, áreas compartilhadas, espaços de coworking, academia, lavanderia, tecnologia embarcada e soluções sustentáveis aparecem entre as características mais valorizadas por esse público.

Outro aspecto que exige adaptação do mercado é a forma de se comunicar com esse consumidor. Primeira geração totalmente digital, a geração Z inicia a jornada de compra pela internet, pesquisando empreendimentos, comparando opções e buscando informações antes mesmo de visitar um estande de vendas.

Ferramentas como tour virtual, atendimento pelo WhatsApp, assinatura eletrônica de documentos e uma presença digital consistente deixaram de ser diferenciais para se tornarem parte da experiência esperada.

Diante desse cenário, a pergunta deixa de ser se a geração Z quer comprar imóveis e passa a ser se o mercado está preparado para atendê-la?