No próximo domingo, Espanha e Argentina entram em campo para disputar a final da Copa do Mundo de 2026. Mas, além do futebol, o confronto também reúne dois países que se destacam pela riqueza de sua arquitetura e pela forma como transformaram suas cidades em verdadeiros cartões-postais.

Embora compartilhem influências europeias, cada um desenvolveu uma identidade arquitetônica própria.

Na Espanha, a arquitetura é resultado de mais de dois mil anos de história. O país reúne heranças romanas, islâmicas, góticas, renascentistas e barrocas, além de ter sido palco do Modernismo Catalão, movimento que ganhou projeção mundial pelas obras de Antoni Gaudí. Edifícios como a Sagrada Família e a Casa Batlló, em Barcelona, romperam padrões ao incorporar formas orgânicas, cores vibrantes e soluções construtivas inovadoras.

Já a Argentina tem sua paisagem urbana profundamente marcada pela imigração europeia entre o fim do século XIX e o início do século XX. Buenos Aires ficou conhecida como a "Paris da América do Sul" graças aos edifícios inspirados na arquitetura francesa, italiana e espanhola. Caminhar por bairros como Recoleta, San Telmo e Palermo é encontrar uma mistura de palácios, construções ecléticas, art nouveau, art déco e edifícios racionalistas.

Outro ponto curioso é que os dois países souberam preservar seu patrimônio histórico enquanto incorporavam a arquitetura contemporânea. Na Espanha, nomes como Santiago Calatrava ajudaram a criar obras icônicas que unem engenharia e design. Na Argentina, Puerto Madero representa a renovação urbana da capital, transformando antigos armazéns portuários em uma das regiões mais valorizadas do país.

Se dentro de campo Espanha e Argentina chegam embaladas por campanhas consistentes, fora dele cada seleção representa um legado arquitetônico construído ao longo de séculos. De um lado, a ousadia criativa de Gaudí e a mistura de influências que atravessam a Península Ibérica. Do outro, uma Buenos Aires elegante, marcada pela imigração e pela forte influência europeia.

No domingo, apenas uma seleção levantará a taça. Mas, quando o assunto é arquitetura, Espanha e Argentina já garantiram lugar entre os maiores patrimônios urbanos do mundo.