1) Crédito imobiliário deve crescer até 15% e bater recorde em 2026, dizem bancos

O crédito imobiliário deve ganhar tração em 2026, com expectativa de crescimento relevante e até recorde histórico no país, segundo executivos de dois dos maiores players de crédito imobiliário no país. Enquanto a Caixa projeta o melhor ano de sua história na concessão de financiamentos, o Bradesco estima uma expansão de 10% a 15% no mercado como um todo, sinalizando um cenário mais favorável após um início ainda tímido na avaliação do banco.

2) MRV vê melhor momento da história para habitação popular: 'Agora é a hora'

O redesenho do Minha Casa, Minha Vida (MCMV) abriu uma janela rara para o mercado de habitação popular. Para Edmil Antonio, diretor de crédito e relacionamento institucional da MRV (MRVE3), a combinação de juros mais baixos, subsídios elevados e regras mais amplas criou um ambiente sem precedentes recentes. “É o melhor momento da história para o sistema de habitação popular”, afirma o executivo à EXAME.

3) Governo pode liberar saque de até 20% do FGTS para o pagamento de dívidas

O ministro da Fazenda, Dario Durigan, sinalizou que que trabalhadores com renda de até cinco salários mínimos poderão sacar até 20% de seu saldo no FGTS (Fundo de Garantia por Tempo de Serviço) para quitar dívidas. a medida deve liberar mais R$ 7 bilhões e será um dos elementos de um programa de renegociação que prevê também um desconto mínimo concedido pelos bancos e uma garantia do governo para refinanciar o saldo restante, com taxa de juros pactuada ou limitada.

4) Para CBIC, uso do FGTS contra endividamento compromete habitação e infraestrutura

Para o setor da construção, novas liberações de recursos do Fundo aumenta o cenário de incertezas gerado pela combinação de juros altos, aumento do custo das obras amplificado pela crise do petróleo decorrente da guerra no Oriente Médio, impacto da implementação da reforma tributária e discussão da redução da jornada de trabalho. A CBIC avalia que novas medidas ampliando o saque de recursos do FGTS impactará nas entregas à sociedade, podendo afetar negativamente não só a entrega de habitação, como também a renovação da frota de ônibus destinada ao transporte público e investimentos em saneamento.

5) Caixa acelera novo crédito imobiliário enquanto bancos privados demonstram cautela

O começo de 2026 tem revelado um cenário misto para o mercado de crédito imobiliário com recursos da caderneta de poupança. De um lado, a Caixa Econômica Federal pisou no acelerador e ampliou os financiamentos no primeiro bimestre. Do outro estão os bancos privados, que enxugaram as contratações, demonstrando mais cautela neste primeiro momento. O diretor de Habitação da Caixa, Roberto Ceratto, afirmou que o novo modelo está cumprindo o papel esperado de estimular as contratações de crédito. “Como a primeira medida foi liberar 5% do compulsório, isso gerou um estímulo para que a gente colocasse recurso adicional no mercado”, disse ele, após participar do Brazil Investment Forum, do Bradesco BBI. Em resposta, a Caixa flexibilizou as condições de contratação. Em março, a estatal voltou a financiar a compra de imóveis residenciais acima de R$ 2,25 milhões por meio de sua linha que usa recursos da caderneta, o que estava suspenso desde 2024 devido à escassez de recursos. Em dezembro, o banco público voltou a permitir a contratação de mais de um financiamento imobiliário por pessoa.

6) Startups: CashGO capta R$ 120M via FIDC para virar “banco” das imobiliárias

A fintech CashGO, especializada em crédito imobiliário, estruturou um FIDC (Fundo de Investimento em Direitos Creditórios) de R$ 120 milhões. A operação visa expandir a oferta de antecipação de aluguéis dap e fortalecer sua atuação como uma espécie de “banco das imobiliárias”. A CashGO oferece liquidez para proprietários de imóveis por meio de imobiliárias parceiras. A solução permite antecipar até 24 meses de aluguel, com liberação do crédito em até 24 horas. Hoje, ap já se conecta a mais de mil imobiliárias em todo o país, que passam a oferecer o serviço aos seus clientes como uma forma de atrair e reter proprietários.

7) “Messias Sky Tower”: Arranha-céu inspirado em Bolsonaro enfrenta entraves em Santa Catarina

Anunciado como um dos empreendimentos mais simbólicos do mercado imobiliário de Itapema (SC), o projeto “Messias Sky Tower” ainda não saiu do papel seis meses após o lançamento. No terreno onde o arranha-céu seria erguido, permanece uma casa simples, sem qualquer sinal de obras. O empreendimento foi apresentado com participação de Carlos Bolsonaro e Jair Renan Bolsonaro, filhos do ex-presidente Jair Bolsonaro (PL), e previa mais de 50 andares em uma das áreas mais valorizadas do município, que tem um dos metros quadrados mais caros do país. Apesar da divulgação inicial, o projeto esbarrou em entraves técnicos e comerciais. Fontes do setor imobiliário local apontam que a iniciativa foi anunciada antes de cumprir etapas básicas, como a obtenção de licença ambiental prévia.

8) Mercado saturado leva jovens de Nova York a buscar trabalho na construção civil

O reflexo da inteligência artificial: Sindicatos registram alta de até 50% na procura por aprendizados manuais, atraindo jovens que trocam o diploma universitário pela estabilidade e pelos altos salários dos ofícios técnicos. Uma pesquisa recente da Universidade de Harvard descobriu que a maioria dos jovens americanos acredita que a IA ameaça suas perspectivas profissionais. Um relatório de Stanford encontrou “declínios substanciais” no emprego entre trabalhadores jovens em funções mais expostas à tecnologia, como programação e atendimento ao cliente. Campos manuais, no entanto, não são tão vulneráveis. O salário também é atraente: aprendizes sindicais ganham taxas horárias competitivas e benefícios.

9) Em Miami, processo ameaça o primeiro branded residence da Mercedes nos EUA 

O primeiro branded residence da Mercedes-Benz nos Estados Unidos está ameaçado por um processo judicial movido após um calote do desenvolvedor. O grupo americano de investimentos em private equity imobiliário Cottonwood entrou com uma ação de execução contra o JDS Development Group para cobrar um empréstimo de US$ 100 milhões feito à firma do incorporador Michael Stern, segundo o The Real Deal. A garantia do crédito são os terrenos na região de Brickell, em Miami, onde está sendo erguido o empreendimento da Mercedes-Benz. O projeto tem duas torres e um total de 800 unidades com preços a partir de US$ 500 mil. Fontes ouvidas pelo portal dizem que as pré-vendas, que começaram em 2024, já somam US$ 450 milhões. A construção também se iniciou em 2024 e a entrega estava prevista para o final de 2027, mas deve atrasar graças ao imbróglio judicial e às dificuldades financeiras do desenvolvedor.

10) 'Apartamentos de ossos': China quer proibir uso de imóveis vazios para armazenar cinzas de mortos, prática crescente no país; entenda

O governo chinês quer proibir o uso de apartamentos residenciais para o armazenamento de cinzas fúnebres, prática que se expandiu devido ao custo dos cemitérios superar o valor de imóveis em regiões desvalorizadas. No cemitério Changping Tianshou, em Pequim, os lotes variam de cerca de 10 mil a 200 mil yuans (de R$ 7,5 mil a R$ 150 mil), enquanto áreas com lápide começam em cerca de 150 mil yuans (R$ 113 mil) e podem chegar a 300 mil yuans (R$ 226 mil). Além disso, jazigos públicos possuem concessão de apenas 20 anos, já o direito de uso de propriedades residenciais estende-se por 70 anos, tornando a compra de casas vazias financeiramente mais vantajosa para as famílias do que os serviços funerários tradicionais. A nova regulamentação busca preservar a função habitacional das moradias, restringindo o depósito de urnas a locais autorizados.