1) Lançamentos caem no primeiro tri – e a culpa não é da classe média
Os lançamentos imobiliários residenciais no Brasil fecharam o primeiro trimestre em queda de 5%, somando 97,8 mil unidades, segundo dados apresentados pela CBIC e pelo Secovi-SP. O vilão dessa vez não foram as vendas ainda fracas na classe média ou a desaceleração do alto padrão, mas sim as mudanças nas regras do Minha Casa Minha Vida - que levaram parte das incorporadoras a segurarem projetos para se beneficiar de condições mais favoráveis. Considerando apenas os números do MCMV, a queda no número de lançamentos é de 10%, com 48,6 mil unidades. As novidades do programa, que incluíram ajustes em todas as faixas de renda, foram anunciadas ainda em março, mas só entraram em vigor no final de abril. Petrucci afirmou que os lançamentos também podem ter sido afetados por outros fatores que estão no radar para 2026, como as eleições presidenciais e a Copa do Mundo.
2) Preço de imóveis sobe quase 20% nos últimos 12 meses, aponta Abecip
O mercado de imóveis residenciais manteve trajetória de alta em abril, embora em ritmo mais moderado, com alta de 0,67% nos preços, segundo o Índice Geral do Mercado Imobiliário Residencial (IGMI-R), divulgado pela Abecip. No mês anterior, o indicador havia registrado alta de 1,12%. Apesar da desaceleração mensal e anual, o índice acumula um avanço de 19,53% nos últimos 12 meses, indicando uma continuidade da valorização dos imóveis residenciais no país. O levantamento da Abecip mostra que o movimento continua disseminado entre diferentes regiões, mas com intensidade desigual entre as capitais pesquisadas.
3) Abrainc: Setor precisa de no mínimo 60 meses para transição da escala 6x1
A proposta pelo fim da escala 6x1, que determinará uma jornada de 40 horas semanais, prevê um período de transição de um ano. Para o setor de incorporação imobiliária, no entanto, esse prazo é considerado absolutamente insuficiente. Luiz França, presidente da Abrainc, foi categórico ao avaliar a proposta. "Um ano não é o suficiente", afirmou. Segundo ele, os empreendimentos do setor levam de 36 a 48 meses para serem concluídos, e os preços já estão contratados com os compradores. "Para o setor de incorporação, é muito pouco. Não é o suficiente e isso realmente trará um certo prejuízo, um certo desgaste", declarou.
4) Compre um apê, ganhe milhas: a nova aposta da Eztec
Uma das incorporadoras de São Paulo mais expostas à classe média, a Eztec tem adotado uma postura agressiva no esforço para combater a apatia desse público nas compras. Em seus lançamentos, a empresa começou o ano oferecendo IPTU grátis este ano, seis meses de condominio pago e financiamento direto com a incorporadora para viabilizar juros mais baixos. Agora, o time de vendas está dando até milhas aéreas. "Hoje quem procura imovel tem uma oferta muito grande. Queremos gerar um senso de oportunidade para o cliente ver vantagem em adquirir o nosso produto," Ricardo Moraes Rodrigues, o superintendente comercial da Eztec, disse ao Metro Quadrado. Num acordo com a Smiles, cada real gasto pelo comprador num imóvel vira uma milha na Gol. Nos apartamentos de alto padrão, os clientes também passam a integrar a categoria diamante da Smiles.
5) Inadimplência no aluguel recua no país, mas contratos de até R$ 1 mil ainda concentram maiores atrasos
A inadimplência do aluguel no país caiu pelo segundo mês consecutivo, saindo de 3,21% para 3,18% em abril deste ano — o menor patamar dos últimos 12 meses, segundo dados são do Índice de Inadimplência Locatícia (IIL) da Superlógica. No entanto, em meio a alta no endividamento do país, o risco não se distribui de forma igual. Os imóveis com aluguel de até R$ 1 mil continuam concentrando as maiores taxas, com inadimplência em 5,56%, embora tenha caído de 5,98% no mês anterior. Por outro lado, as locações residenciais entre R$ 3 mil e R$ 5 mil registraram 1,71%, o menor índice entre os imóveis residenciais. Já as residências com aluguel acima de R$ 13 mil também seguiram em queda, mas registraram 5,83% em março, e fecharam abril em 4,52%.
6) Proptech lança projeto de TikTok imobiliário com corretores como produtores de conteúdo
A proptech Pilar lançou uma funcionalidade de vídeos curtos (os Shorts) em sua plataforma PilarHomes, uma espécie de "TikTok imobiliário". Usuários navegam por feed de vídeos verticais (também similares a reels do Instagram) produzidos pelos próprios corretores. A ideia é que a experiência seja mais dinâmica e intuitiva para os clientes. Nesse cenário, o corretor de imóveis também assume o papel de produtor de conteúdo, chamado de corretores-creators. São vídeos curtos para atrair compradores, especialmente no segmento luxo. A Pilar é uma proptech focada no segmento imobiliário de alto padrão. Com o PilarHomes, a empresa opera um marketplace digital que conecta corretores e compradores, apostando em tecnologia para tornar a jornada de aquisição mais envolvente. O Shorts é a mais recente aposta da plataforma para diferenciar a experiência de busca no setor.
7) Itapema (SC) vai alargar praia em até 60 metros para conter erosão e expandir mercado imobiliário
A cidade de Itapema, no litoral norte de Santa Catarina, recebeu autorização para aumentar a faixa de areia de 20 a até 60 metros de largura em um trecho de 4,75 km da orla no bairro Meia Praia. De acordo com a prefeitura, a ação é necessária para enfrentar a erosão que ocorre na região e já diminuiu a faixa. Mas o aumento também é visto como uma aposta para aquecer ainda mais o movimentado mercado imobiliário do município, que tem o segundo metro quadrado mais caro do Brasil. A licença ambiental de instalação do projeto foi concedida pelo IMA (Instituto do Meio Ambiente de Santa Catarina) e assinada no dia 6 de maio pelo governador Jorginho Mello (PL). "A valorização dos imóveis aqui, a partir da faixa de areia engordada e ampliada, vai aumentar em 40%. Eu não tenho dúvida disso. Quem está fazendo negócio já está precificando essa valorização", disse ele em entrevista coletiva após a assinatura.
8) Sem microgestão: imobiliária recruta corretores com cabeça de empresário
Imobiliária passa a buscar profissionais com histórico de empreendedorismo e resiliência para atuação como corretores; o modelo é adotado pela RE/MAX PATER, em Brasília. Profissionais que já tiveram empresas encerradas ou passaram por falências vêm sendo priorizados no recrutamento de corretores da imobiliária. A experiência prévia com empreendedorismo e a capacidade de lidar com ciclos de perda e retomada passaram a ser critérios observados no processo seletivo da empresa. A estratégia, segundo a CEO, Rachel Pena, surgiu a partir da estruturação da operação de vendas da imobiliária durante a pandemia, período em que a empresa adotou um modelo voltado ao corretor como agente independente. O objetivo é formar profissionais com perfil para se tornarem sócios.
9) Envelhecimento dos baby boomers cria 'tsunami prateado' e aquece mercado imobiliário nos EUA
Após perdas na pandemia, setor voltou a construir opções de moradia para idosos, mas há um grande problema em vista. O volume de transações em habitação para idosos atingiu US$ 24 bilhões em uma base acumulada de quatro trimestres até o fim de 2025 — o maior nível em uma década —, de acordo com a pesquisa “Seniors Housing and Care Investor Survey and Trends Outlook 2026”. A taxa de ocupação voltou a 89,9% nos mercados primários e 90% nos secundários, o que significa que o setor preencheu mais unidades do que perdeu por 19 trimestres consecutivos, segundo o relatório.
10) Setin e Trisul se unem para lançar prédio residencial de luxo de R$ 600 milhões no Paraíso
A Setin Incorporadora e a Trisul se uniram para lançar um prédio residencial de luxo no Paraíso, zona sul de São Paulo. Com 129 metros de altura e 56 unidades, o empreendimento terá apartamentos de R$ 9 milhões. Este é o terceiro projeto do Alma Brasileira, linha da Setin focada em projetos de alto padrão com estética nacional. Batizado de Eterno, o empreendimento terá apenas duas unidades por andar. Os imóveis terão 300 metros quadrados, quatro suítes e quatro vagas de garagem. As coberturas duplex chegam a 588 m², com seis vagas. No condomínio, o projeto prevê a construção de uma quadra de tênis de saibro com tamanho oficial, uma academia de 180 m² e piscinas climatizadas.