1) Hora de sair do aluguel? Em 2024, cresce busca por compra de imóveis

De acordo com o Google, as buscas por compra e venda de imóveis tiveram um aumento de 12,2% em janeiro de 2024 em relação a igual do período do ano passado. Os dados são da primeira semana de janeiro e mostram ainda que o crescimento dessas buscas superou os 20% em três estados: Espírito Santo, Piauí e Tocantins. "Acre, Amazonas, Rondônia, Amapá, Pará, Maranhão, Mato Grosso, Ceará, Goiás, Mato Grosso do Sul, Paraíba, Sergipe, Minas Gerais, São Paulo, Paraná, Santa Catarina e Rio Grande do Sul são os outros estados que tiveram aumento considerável em comparação a 2023, situando-se entre 10% e 20%", aponta o levantamento, antecipado ao Valor Investe.

2) FGTS Futuro permitirá que trabalhadores acessem parcelas mais altas no Minha Casa, Minha Vida

O FGTS Futuro deve elevar a capacidade de trabalhadores para arcar com parcelas do Minha Casa, Minha Vida. A modalidade, que deve ter regulamentação aprovada em março, permite usar saldo futuro do Fundo em financiamentos no Faixa 1 do programa habitacional. Com o FGTS Futuro, será possível ao trabalhador acessar parcelas até 26% mais altas. No caso de uma pessoa que ganha R$ 2.640, os depósitos de 8% equivalem a R$ 211, o que permite acessar uma parcela de até R$ 1.003. Em outro exemplo, um indivíduo que ganha um salário mínimo (R$ 1.412) pode arcar com parcela de R$ 423 e poderá ir a R$ 536.

3) Construtoras industrializam os canteiros de obra para acelerar lançamentos

A industrialização tem chegado aos poucos aos canteiros de obra e começa a atrair construtoras que buscam maior produtividade e rapidez para entrega de seus lançamentos. Com a falta de mão de obra, sobretudo da nova geração, que já não está mais disposta a ficar debaixo de sol ou chuva em um trabalho considerado, muitas vezes, insalubre, a mecanização é a forma que a indústria tem encontrado para atrair trabalhadores qualificados para o setor, que foi o terceiro maior empregador em 2023, atrás de serviço e comércio.

4) Bancos esperam piora no custo e disponibilidade de recursos para financiar imóveis

As instituições financeiras esperam que o custo e a disponibilidade de recursos para o crédito habitacional tenham desempenho “bastante negativo” no primeiro trimestre deste ano. É o que mostra a Pesquisa Trimestral de Condições de Crédito (PTC), conduzida pelo Banco Central (BC). No documento, o BC afirma que, “de forma geral, houve melhora ou manutenção da percepção dos fatores de oferta” do crédito habitacional no último trimestre de 2023, na comparação com os três meses anteriores. Foi registrada inclusive “avaliação menos negativa sobre o custo/disponibilidade de funding”.

5) Moradia estudantil se torna negócio lucrativo para setor imobiliário

Os edifícios destinados à estudantes possuem tipologias que vão de estúdios individuais a apartamentos com até 6 dormitórios. As mensalidades variam entre R$ 1.600 e R$ 4.000, em pacotes que incluem valor do aluguel, condomínio e internet. Atualmente, a Uliving conta com 1.640 acomodações e prevê chegar ao final do ano com 2.191, um crescimento de quase 34%. Para Ewerton Camarano, CEO da Uliving, o maior diferencial da modalidade de locação é o incentivo à vida além do apartamento.

6) O plano de IPO da Pacaembu, a incorporadora dos bairros planejados

A Pacaembu — uma incorporadora que faz bairros planejados para a baixa renda — estava com tudo pronto para fazer seu IPO em 2020: já havia contratado bancos, arrumado a governança e concluído o processo de sucessão. Mas a janela de mercado fechou, e a companhia familiar teve que adiar seus planos. Agora, a Pacaembu está se preparando para tentar mais uma vez. A ideia da família é fazer um IPO que avalie o negócio entre R$ 1 bi e R$ 1,5 bi. A conta do valuation considera um múltiplo P/L de 10x – a média histórica das incorporadoras de baixa renda listadas na Bolsa (MRV, Tenda, Plano & Plano, Direcional e Cury). A parcela que será vendida ainda não foi definida, mas será de pelo menos 25% – para atender as regras do Novo Mercado – e no máximo de 45%.

7) 'Prédio do Neymar', de 81 andares, instala pináculos e busca voltar a ser o mais alto do país; entenda

O Yachthouse by Pininfarina em Balneário Camboriú (SC), considerado o segundo prédio mais alto do Brasil, deve assumir o posto de mais alto do País em algumas semanas. O empreendimento vai ultrapassar, em altura, o One Tower, localizado na mesma cidade, e que tem 290 metros de altura. Com a construção de pináculos (ponto mais alto de um local) decorativos no Yachthouse, as torres 1 e 2 devem passar dos atuais 281 metros para 294,115 e 294,125 metros, respectivamente. O Edifício Yachthouse, conhecido pelo investimento de Neymar, que comprou ainda na planta uma cobertura avaliada em R$ 60 milhões.

8) Com Ifix na máxima histórica, o que esperar dos fundos imobiliários em 2024?

O head de research da Guide Investimentos, Fernando Siqueira, comenta como deverá ser o desempenho dos segmentos de FIIs ao longo do ano em meio ao bom momento do Ifix. “O índice de FIIs e a taxa Selic historicamente apresentam correlação negativa. Com as expectativas e o início dos cortes de juros, fundos imobiliários ganham mais atratividade, principalmente fundos de tijolos. Eles são mais sensíveis aos movimentos da taxa de juros”, comenta. Segundo ele, embora a elevação recente do IPCA possa afetar temporariamente o rendimento de FIIs atrelados ao índice de inflação, o cenário pode oferecer oportunidades de investimento atraentes.

9) Carrefour vende terrenos para Riva que podem gerar mais de R$ 600 mi em vendas

O Carrefour Property, unidade de negócios do Grupo Carrefour Brasil, anunciou nesta terça-feira, 6, que assinou o compromisso de venda de dois terrenos para a Riva Incorporadora, do grupo Direcional. O valor da operação não foi divulgado. Os novos empreendimentos têm valor geral de vendas (VGV) estimado em mais de R$ 600 milhões, com a criação de 1,3 mil unidades e 10 torres residenciais. Uma propriedade fica localizada na Zona Sul de São Paulo, e a segunda na Zona Norte do Rio de Janeiro.

10) A nova certificação "zona azul" no mercado imobiliário dos EUA

Comunidades certificadas como ‘zonas azuis’, conceito que promove a longevidade e a vida saudável, estão se multiplicando, mas alguns questionam se o movimento não é só mais uma jogada de marketing. O termo “zona azul” foi cunhado duas décadas atrás, quando Dan Buettner, explorador da National Geographic, investigava locais de todo o mundo onde não era incomum que as pessoas vivessem mais de 100 anos. Ele deduziu que os moradores dessas localidades, na maioria pequenas e remotas, tinham vidas muito longas e saudáveis porque permaneciam ativos, faziam refeições à base de vegetais e formavam laços sociais duradouros, entre outras práticas. Agora, o setor imobiliário entrou no jogo. A Blue Zones está à frente de iniciativas que certificam vilas e cidades que atendem a certos critérios de estilo de vida saudável.

Caso queira receber a IncorporaNews direto no seu e-mail, cadastre-se em
https://oincorporador.com.br/incorporanews

Caio Lobo, o incorporador


Caio Lobo é Diretor de Incorporações e Sócio da Mitro Construtora e Incorporadora, empresa sediada em Goiânia (GO) e especializada no segmento popular de habitação e no médio padrão. É formado em Engenharia Civil pela UFSC (Universidade Federal de Santa Catarina) e é Pós-graduado em Gestão de Negócios pela Fundação Dom Cabral. Produz conteúdo sobre incorporações imobiliárias e mercado imobiliário para o canal @oincorporador, que conta com mais de 100mil seguidores nichados, é editor da newsletter IncorporaNews, professor no Curso Incorporações Imobiliárias Financiadas e é um ENTUSIASTA DO MERCADO IMOBILIÁRIO.