Goiânia já está consolidada como uma das três cidades mais atrativas para o mercado imobiliário brasileiro, ao lado de São Paulo e Curitiba, de acordo com o Índice de Demanda Imobiliária (IDI-Brasil), elaborado pela Brain Inteligência Estratégica em parceria com a Associação Brasileira de Incorporadoras Imobiliárias (Abrainc). O estudo avalia a atratividade das capitais brasileiras com base na demanda efetiva por imóveis, considerando variáveis como renda familiar, ritmo de vendas, volume de lançamentos e comportamento do consumidor.
Demanda por faixa de renda: Goiânia lidera no médio padrão
Segundo o levantamento, Goiânia ocupa:
1º lugar em demanda por imóveis de médio padrão (renda familiar entre R$ 12 mil e R$ 24 mil);
2º lugar em imóveis de alto padrão (acima de R$ 24 mil), atrás apenas de São Paulo;
3º lugar no segmento econômico (renda entre R$ 4.400 e R$ 8 mil), voltado à Faixa 3 do Minha Casa, Minha Vida.
O desempenho expressivo reflete o dinamismo do mercado goianiense, que tem atraído cada vez mais famílias de classe média e alta em busca de moradia ou investimento.
Valorização acima da média nacional
Em 2024, Goiânia registrou valorização de 17% no preço médio dos imóveis residenciais, índice bem acima da média nacional, estimada em 5,6% no mesmo período, segundo o FipeZap. O metro quadrado médio na capital goiana atingiu R$ 9.287, e nos bairros mais valorizados — como Setor Marista, Jardim Goiás, Setor Oeste e Bueno — esse valor superou os R$ 11.400.
Além disso, o volume total de vendas residenciais na cidade chegou a R$ 7,7 bilhões em 2024, o maior já registrado, com crescimento de 35% em relação ao ano anterior.
Mudança no perfil de moradia e força da locação
O mercado de imóveis compactos — como studios e apartamentos de um ou dois quartos — também ganhou força em Goiânia, especialmente entre jovens profissionais, investidores e famílias em transição. A locação se tornou uma alternativa estratégica tanto para quem busca mobilidade quanto para quem deseja retorno financeiro.
Incorporadoras e corretores destacam que a cidade reúne fatores que favorecem esse modelo: custo de vida relativamente mais baixo, urbanismo em expansão, regiões com boa infraestrutura e facilidade de mobilidade.
Fatores que explicam o desempenho
- Especialistas apontam que o bom momento do setor imobiliário goianiense é resultado de uma combinação de fatores:
- Crescimento econômico impulsionado pelo agronegócio, comércio e serviços;
- Expansão populacional e urbana;
- Novas demandas habitacionais pós-pandemia, com foco em localização, lazer e funcionalidade;
- Acesso ao crédito com condições competitivas.
Perspectivas para 2025
A expectativa é de que Goiânia mantenha seu protagonismo nos próximos trimestres. Incorporadoras locais e nacionais já preveem novos lançamentos em regiões estratégicas, como Jardim América, Vila Maria José e entorno do Parque Flamboyant. A tendência é de crescimento contínuo no setor, com foco em produtos diversificados, sustentáveis e voltados a públicos específicos, como investidores e famílias de classe média.
Com desempenho consolidado, alta liquidez e valorização acima da média, Goiânia fortalece sua posição como um dos mercados imobiliários mais sólidos e atrativos do Brasil.