O Índice Nacional da Construção Civil, calculado mensalmente pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) com informações do Sistema Nacional de Pesquisa de Custos e Índices da Construção Civil (Sinapi), encerrou o ano de 2025 com uma elevação acumulada de 5,63%. O resultado representa uma aceleração significativa em comparação ao acumulado de 2024, que foi de 3,98%. No mês de dezembro, o índice registrou uma variação de 0,51%, situando-se 0,26 ponto percentual acima da taxa de novembro.

Em termos de valores, o custo nacional da construção por metro quadrado alcançou R$ 1.891,63 ao final de dezembro. Desse montante, R$ 1.078,39 referem-se aos custos com materiais, enquanto R$ 813,24 são destinados à mão de obra.

Mão de obra impulsiona o índice nacional

Ao longo de 2025, a parcela relativa à mão de obra apresentou um crescimento de 7,63%, superando o índice de 4,90% registrado no ano anterior. Segundo Augusto de Oliveira, gerente da pesquisa do Índice Nacional da Construção Civil, essa aceleração foi influenciada por acordos coletivos, com destaque para o impacto do estado de Minas Gerais no setor. Já a parcela dos materiais acumulou uma alta de 4,20% no ano, também superior aos 3,32% de 2024.

Destaques

No âmbito estadual, Mato Grosso consolidou-se com a maior taxa acumulada de 2025, atingindo 8,05%. No resultado isolado de dezembro, Minas Gerais teve a maior variação mensal (3,34%), impulsionada tanto por materiais quanto por mão de obra, enquanto Santa Catarina registrou a menor taxa (-0,08%).

Sobre o Sinapi

Calculado mensalmente pelo IBGE em parceria com a Caixa Econômica Federal, o Sinapi é utilizado desde 1969 como referência fundamental para a elaboração de orçamentos e acompanhamento de custos no setor da construção civil.