O 3º trimestre de 2025 trouxe dados positivos para o fechamento dos números do mercado imobiliário goiano. De acordo com levantamento realizado pela Associação das Empresas do Mercado Imobiliário de Goiás (Ademi-GO), o penúltimo trimestre do ano de 2025 somou R$ 6,2 bilhões em volume de vendas geral.

Os especialistas avaliaram os resultados como algo dentro do esperado, visto que o ano de 2025 apresentou uma redução no número de lançamentos e, mesmo assim, registrou um aumento no valor total de vendas na comparação com o mesmo período do ano anterior. O volume vendido em 2025 foi superior ao registrado no ano de 2022, que chegou a R$ 5,7 bilhões, e muito próximo ao fechamento de 2023, que foi de cerca de 7 bilhões.

O Diretor de Pesquisas e Estatística da Ademi-GO, Credson Batista, explicou a dinâmica. “Com uma diminuição do saldo da poupança os bancos, assertivamente, têm priorizado o crédito para os adquirentes finais, garantindo a manutenção dos recursos para a compra da casa própria. Com isso, os empreendedores que viram os recursos para financiamento e a produção diminuírem tiveram como consequência um aumento de custo. Como resultado dessa dinâmica, houve a redução de 3% no valor total de lançamento de 2025 até o terceiro trimestre quando comparado ao mesmo período de 2024. Apesar da redução dos lançamentos o somatório do valor total de vendas registrou um aumento de 5% com relação ao mesmo período do ano passado”, comentou.

O Presidente da Ademi-GO, Felipe Melazzo, ressaltou que 2025 foi de acomodação após o recorde de vendas registrado pelo mercado nos três últimos anos consecutivos - 2022, 2023 e 2024. “Tivemos um boom muito intenso em 2024, com muitos lançamentos e vendas aceleradas. É natural que o mercado se acomode e se estabilize. Isso só reforça que o mercado consumidor goiano segue resiliente”, avaliou Melazzo.

Apesar da singela estagnação, o mercado imobiliário goiano segue forte e com potencial de crescimento. Marcelo Gonçalves, Diretor da Brain Inteligência Estratégica, empresa responsável pela pesquisa, reiterou que Goiânia é uma das poucas capitais do país com mercado ainda tão aquecido e alto volume de vendas mesmo em tempo de juros altos.

“Em 2019, o número de unidades comercializadas no acumulado de 12 meses era de 6 mil unidades. De 2022 para cá, as vendas se estabilizaram próximas a 10 mil unidades/ano. Isso levando em consideração apenas as unidades residenciais. Os números apontam que a realidade do mercado local mudou. Fruto de um crescimento econômico e populacional acima de outras regiões no país. O mercado de edifícios corporativos só reforça essa constatação. Em função dessa nova dinâmica, Goiânia é uma das poucas cidades com um mercado aquecido para empreendimentos comerciais do país, com lançamentos vendendo 70%, 80%, 90% nas suas respectivas aberturas de vendas”, observou Marcelo.