O metro quadrado em Goiânia segue em alta valorização. Os chamados “bairros nobres” são desejados por muitos, seja para moradia ou investimento. Mas entender como o valor do metro quadrado é calculado pode ser um diferencial na escolha do imóvel. Não existe um único fator responsável por determinar o preço do metro quadrado em Goiânia, é o que explica o professor e engenheiro civil Carlos Macedo.

De acordo com o especialista, a formação de valor no mercado imobiliário passa por um conjunto de variáveis que envolvem localização, custo de construção, demanda, acesso ao crédito e a própria evolução urbana da cidade.

O especialista explica que, em Goiânia, bairros como Marista, Bueno e Jardim Goiás seguem entre os mais valorizados, especialmente pela consolidação imobiliária e pelo padrão construtivo elevado. Regiões próximas a parques também se destacam pela qualidade de vida.

Esse cenário, aliado à chegada de novos moradores atraídos pela segurança e estrutura da capital, tem impulsionado a demanda. “Goiânia passou por um aumento de demanda, muito impulsionado pela migração e pela percepção de ser uma cidade segura” , diz.

Apesar disso, o especialista conta que o mercado imobiliário da capital mantém um equilíbrio considerado saudável entre oferta e demanda, o que evita oscilações bruscas nos preços. “Goiânia mantém um equilíbrio entre imóveis lançados e vendidos. Isso ajuda a estabilizar o mercado.”

Custo, crédito e expansão urbana também entram na conta

O custo da construção civil, acompanhado por indicadores como o INCC, também impacta diretamente o valor final dos imóveis. No entanto, um dos fatores que mais tem pesado recentemente, segundo o professor, é o aumento no preço dos terrenos, principalmente em áreas mais valorizadas da cidade. “O terreno passou a ter um peso muito maior na composição do custo. Com a alta demanda, a concorrência por áreas bem localizadas aumentou, elevando significativamente os preços.”

Macedo lembra também que a infraestrutura urbana e os novos eixos de mobilidade também exercem influência direta sobre o metro quadrado. Regiões com melhor acesso, serviços próximos e transporte eficiente tendem a se valorizar mais rapidamente. “Quando o imóvel está em um eixo de mobilidade bem estruturado, ele se torna mais atrativo. Isso aumenta a demanda e, consequentemente, o valor”, diz.

Momento econômico traz equilíbrio

Já o cenário econômico atua como um fator de equilíbrio. De acordo com o professor, com a taxa de juros elevada, o crédito imobiliário fica mais restrito e exige maior comprovação de renda por parte dos compradores. “O impacto dos juros altos não é somente nos preços, mas também na dificuldade de aquisição e obtenção de financiamento, por parte do comprador, e também para o empreendedor que absorve maiores custos para alavancagem do negócio.”

Além disso, os diferenciais dos empreendimentos, como áreas de lazer, tecnologia e acabamento, também influenciam o preço final, desde que estejam alinhados com o que o mercado está disposto a pagar. “O comprador não paga só pelo apartamento, mas também pelas áreas comuns. Por isso, é preciso inteligência para oferecer diferenciais que realmente façam sentido”, orienta ele.

Macedo diz ainda que os setores tradicionais continuam liderando a valorização, mas Goiânia já apresenta novas áreas de crescimento. Regiões como o setor Sul e locais em expansão urbana começam a ganhar força, além do centro da cidade, que passa por um movimento de revitalização incentivado pelo poder público.

No fim, o preço do metro quadrado em Goiânia é resultado de uma equação que envolve múltiplos fatores e exige equilíbrio constante. “O valor final é resultado da combinação entre localização, custo, demanda, crédito e o que o empreendimento oferece”, resume.