Nos últimos anos, as quadras de areia passaram a figurar com mais frequência nos lançamentos imobiliários. Antes restritas a clubes e condomínios de alto padrão, elas hoje integram projetos de diferentes perfis e refletem uma mudança no comportamento dos compradores, que buscam mais praticidade para conciliar lazer, atividade física e convivência no próprio condomínio.
Em Goiânia, esse movimento já pode ser observado em empreendimentos lançados ou em construção por algumas das principais incorporadoras do estado. Projetos como o Gaudí e o Bauhaus, da Sousa Andrade, o Sync e o Ace Tennis Club, da Opus, além de empreendimentos da EBM, City Soluções Urbanas e Brasal, entre outras empresas do setor, já incorporam quadras de areia às áreas de lazer, acompanhando a crescente procura por espaços voltados ao esporte e ao bem-estar.
A popularização do beach tennis é um dos fatores que ajudam a explicar esse movimento. A modalidade, que deixou de ser um esporte concentrado no litoral, registrou crescimento acelerado em todo o país e ultrapassou a marca de um milhão de praticantes, segundo dados da Confederação Brasileira de Tênis. Além do beach tennis, espaços de areia também atendem modalidades como vôlei de praia, futevôlei e atividades recreativas.
A procura por esse tipo de estrutura acompanha uma valorização cada vez maior da qualidade de vida. Depois da pandemia, morar em um condomínio que oferece opções para a prática de exercícios, sem a necessidade de deslocamentos, passou a ser um diferencial considerado por muitos compradores.
Opção voltada ao bem-estar
Essa mudança também se reflete no planejamento das áreas comuns. Se antes academia, piscina e salão de festas eram os principais atrativos, hoje os empreendimentos investem em uma combinação mais ampla de espaços voltados ao bem-estar. As quadras de areia se encaixam nesse conceito por atenderem diferentes faixas etárias e permitirem usos variados, tornando-se ambientes de convivência além da prática esportiva.
A presença dessas estruturas mostra como os projetos imobiliários acompanham as transformações no estilo de vida da população. Mais do que oferecer novos itens de lazer, os empreendimentos procuram responder a uma demanda crescente por saúde, integração social e experiências que possam ser vividas dentro do próprio condomínio, agregando valor ao imóvel e ampliando as possibilidades de uso das áreas comuns.