A presença de animais de estimação consolidou-se como um fator determinante na rotina e no planejamento dos condomínios brasileiros. De acordo com o mais recente Censo Condominial realizado pela uCondo, cerca de 10% das unidades residenciais já abrigam pets, refletindo uma mudança comportamental que impacta diretamente a gestão e a valorização dos imóveis.

Esse fenômeno tem levado síndicos e administradoras a revisarem regimentos internos para garantir uma convivência harmoniosa, focando não apenas na higiene das áreas comuns, mas também na segurança e no bem-estar dos animais e dos moradores. No mercado imobiliário de 2026, a tendência pet friendly deixou de ser um diferencial para se tornar um item essencial em novos lançamentos.

Empreendimentos modernos, especialmente em cidades com forte adensamento vertical como Goiânia, já entregam áreas exclusivas de lazer para animais, como o Pet Place e o Pet Care (espaços para banho e tosa), visando atrair compradores que consideram o conforto de seus animais uma prioridade na escolha do novo lar. Dados do setor indicam que unidades em edifícios com infraestrutura dedicada ao público pet possuem maior liquidez e podem apresentar uma valorização superior frente a prédios sem tais facilidades.

Além da infraestrutura física, a gestão condominial tem investido em tecnologia e comunicação para mediar possíveis conflitos, como ruídos excessivos ou circulação em elevadores. O uso de aplicativos de gestão permite o cadastro completo dos animais, facilitando o controle sanitário e a identificação em casos de fuga. Para os especialistas, o crescimento dessa fatia de mercado reforça a necessidade de um urbanismo mais inclusivo, onde o conceito de família se expande e exige soluções arquitetônicas que integrem, com eficiência, as necessidades dos humanos e de seus companheiros de quatro patas.