O Brasil está passando por um rápido envelhecimento populacional. De acordo com o Censo Demográfico 2022, divulgado pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), em 12 anos, o número de idosos no Brasil cresceu 57,4%. Ainda segundo a pesquisa, em 1980, os idosos representavam apenas 4% da população, atualmente,são 10,9%, com projeção de que, até 2030, os mais velhos ultrapassem o grupo de jovens no país.

Essa mudança no perfil populacional impacta diretamente no padrão de consumo e de vida dos brasileiros. Hoje em dia, quase 19% dos domicílios do país têm apenas um morador, contra 12,2% em 2010, sendo que 28,7% das moradias unipessoais são ocupadas por pessoas com 60 anos ou mais, o que corresponde a 5,6 milhões de brasileiros idosos vivendo sozinhos.

O novo padrão etário vem impactando também o mercado imobiliário. A nova realidade impulsiona tendências voltadas para empreendimentos mais compactos, inteligentes e bem localizados, pensados nas necessidades do público sênior.

O aumento da expectativa de vida devido às melhores condições de saúde e saneamento básico no país estão propiciando que as pessoas envelheçam bem, com autonomia, independência e buscando por espaços que se encaixem com essa dinâmica. Nesse sentido, a tendência é que as empresas do mercado imobiliário pensem cada vez mais em projetos que contemplem esse público em potencial, com empreendimentos com boa localização e alta caminhabilidade, com conforto e acessibilidade, além de plantas menores e adaptáveis às exigências dos clientes idosos.

Um exemplo prático dessa realidade atual são os dados de vendas da Terral Incorporadora. Desde o lançamento do Ambiente Terral Vaca Brava, empreendimento que oferece plantas menores, como a tipologia de 53m², foram quase 30% das vendas realizadas para clientes acima dos 50 anos, refletindo diretamente os dados do IBGE sobre o crescimento dessa faixa etária em lares unipessoais.

Marcelo Borges, diretor geral da Terral Incorporadora, pontua que esse é um fenômeno social com reflexos diretos no modo de morar nas grandes cidades. “Existe uma mudança clara na forma como as pessoas se relacionam com o espaço e com a própria vida. Os 50+ de hoje não são os mesmos de 30 anos atrás. Eles estão ativos, conectados, com novos ciclos profissionais e afetivos. Muitos querem morar sozinhos, mas sem abrir mão de conforto, segurança e boa localização”, explicou o executivo ao Portal Terra.