Goiânia deve ganhar, nos próximos meses, uma nova ferramenta para enfrentar desafios cada vez mais comuns nos centros urbanos, como alagamentos, ilhas de calor e excesso de impermeabilização do solo. A proposta faz parte da Agenda Goiânia Mais Verde, programa lançado nesta sexta-feira (12), que prevê a implantação de 100 jardins de chuva distribuídos pela capital.

Segundo a prefeitura, apesar do nome, os jardins de chuva vão além da função paisagística. As estruturas são projetadas para captar e infiltrar a água das precipitações no solo, reduzindo a sobrecarga da rede de drenagem urbana e contribuindo para a recarga dos lençóis freáticos. Na prática, funcionam como pequenas áreas vegetadas estrategicamente posicionadas para receber o escoamento da água da chuva.

A prefeitura explicou que a intenção é aproveitar espaços atualmente subutilizados, como rotatórias, canteiros e áreas públicas, para implantar os jardins. A medida faz parte de uma estratégia mais ampla de infraestrutura verde, conceito que vem ganhando espaço em cidades brasileiras e internacionais como alternativa para aumentar a resiliência urbana diante das mudanças climáticas.

Além dos jardins de chuva, o programa prevê a criação de 16 quilômetros de corredores verdes conectando parques da capital e a implantação de nove trilhas ecológicas. A proposta busca ampliar a arborização, melhorar o conforto térmico e aumentar a permeabilidade do solo em diferentes regiões da cidade.