Vinte e cinco anos após os atentados de 11 de setembro, o complexo do World Trade Center está prestes a ganhar sua última peça. O projeto definitivo do Two World Trade Center foi apresentado neste mês em Nova York, marcando a retomada das obras da torre que substituirá o segundo edifício destruído nos ataques de 2001. Com isso, a reconstrução do conjunto idealizado para o local entra na reta final.

Desenvolvido pelo escritório britânico Foster + Partners, o arranha-céu terá cerca de 370 metros de altura e 62 pavimentos destinados principalmente a escritórios de alto padrão. O empreendimento ocupará o terreno onde ficava uma das Torres Gêmeas e foi redesenhado para atender às necessidades do mercado corporativo atual, com grandes áreas de convivência, terraços ajardinados e espaços voltados ao bem-estar dos ocupantes.

O projeto passou por diferentes versões ao longo dos últimos anos. Inicialmente concebido por Norman Foster em 2006, chegou a ser substituído, em 2015, por uma proposta assinada pelo escritório dinamarquês BIG (Bjarke Ingels Group). A falta de um ocupante âncora, porém, fez o empreendimento voltar à prancheta. Agora, com a American Express confirmada como principal locatária, a versão atualizada de Foster foi retomada e as obras reiniciadas.

O novo edifício terá aproximadamente 186 mil metros quadrados de área locável e foi concebido para atender aos padrões mais recentes de sustentabilidade e eficiência energética. Os terraços escalonados, um dos destaques da arquitetura, criam áreas verdes distribuídas ao longo da fachada e oferecem vistas para o Memorial do 11 de Setembro, o Rio Hudson e o skyline de Manhattan.

Com a conclusão do Two World Trade Center, prevista para 2031, o conjunto do World Trade Center será finalmente completado. O complexo já abriga o One World Trade Center (atualmente o edifício mais alto do Ocidente, com 541 metros de altura) além das torres 3 e 4, do Memorial e Museu do 11 de Setembro e do centro de transportes projetado por Santiago Calatrava.