1) Imóveis de até R$ 600 mil, até R$ 13 mil de renda: o que muda com novo teto do Minha Casa, Minha Vida

AO Conselho do FGTS aprovou mudanças que aumentam o limite de renda das famílias e elevam o valor dos imóveis financiados no programa Minha casa, Minha Vida. As novas regras ainda dependem de publicação no Diário Oficial da União. As faixas do programa foram ampliadas, permitindo que mais famílias participem. ambém houve aumento no teto dos imóveis financiados nas faixas mais altas. Na prática: a medida amplia o tipo ou tamanho de imóvel que pode ser financiado.

2) Compactos lideram lançamentos e já somam mais de 40% da oferta imobiliária no Brasil

Os imóveis compactos consolidam seu espaço no mercado brasileiro. Levantamento da Housi, obtido pela EXAME, mostra que studios e unidades de até 40 metros quadrados já representam 41,1% das intenções de lançamento das incorporadoras. O movimento vem acompanhado de uma expansão territorial relevante. Segundo o estudo, 56% das empresas planejam atuar em novas cidades e estados até 2026, buscando crescimento fora dos mercados tradicionais. Embora o Sudeste ainda concentre 54,8% das incorporadoras, há uma tendência clara de distribuição mais equilibrada dos investimentos pelo país.

3) As incorporadoras estavam começando a ter mais crédito. Aí veio a guerra

Os bancos estavam voltando a abrir a torneira para conceder mais crédito às incorporadoras - até que Donald Trump resolveu atacar o Irã. Jorge Cury, o presidente do Secovi-SP e CEO da Trisul, disse que a expectativa de início de corte dos juros e as recentes medidas do governo de estímulo ao crédito já estavam se refletindo em condições melhores para as empresas do setor, com a diminuição dos juros futuros. Bancos que antes operavam com linhas atreladas ao CDI voltaram a oferecer em TR, e os juros do crédito para produção chegaram a cair dois pontos percentuais em média. Mas o cenário mudou nas últimas semanas. Com a piora do ambiente externo depois do início do conflito no Irã, o movimento perdeu força. "A guerra deu uma segurada em tudo. Todo mundo parou, ficou restrito," ele disse durante um webinar promovido pela consultoria Brain.

4) Do luxo ao popular: MCMV atrai mais incorporadoras que antes focavam só no alto padrão

Com o Minha Casa, Minha Vida (MCMV) batendo recordes de contratações no País, um número cada vez maior de incorporadoras tradicionais nos mercados de médio e alto padrão está se voltando para o segmento popular. Outro fator de atração está relacionado aos benefícios fiscais que serão introduzidos pela reforma tributária para este mercado. A Eztec é um dos exemplos mais recentes de quem foi “fisgado” por esses atrativos. A incorporadora de São Paulo vai retomar neste ano os lançamentos dentro do programa habitacional. “O Minha Casa, Minha Vida é um mercado pujante, e uma companhia do nosso tamanho não pode ficar de fora”, declarou o presidente executivo da Eztec, Silvio Zarzur, durante teleconferência com investidores e analistas.

5) Todos estão se rendendo ao Minha Casa Minha Vida. Menos a Even

A Even está gostando de ver que boa parte dos seus concorrentes no médio/alto padrão em São Paulo está canalizando energias para o Minha Casa Minha Vida. Com os juros altos por um tempo prolongado, mais empresas estão se rendendo ao programa para impulsionar as vendas e as margens. Só nesta temporada de balanços, a Mitre disse que está planejando entrar no segmento, e a Eztec indicou que quer voltar à habitação econômica, juntando-se a outros nomes do médio/alto como Cyrela e Trisul. Além dos juros estarem altos demais para o público de média/alta renda, o MCMV tem recebido novos estímulos do governo, como o anúncio feito hoje que confirma o aumento dos limites de renda e de valores dos imóveis. A Even é uma das incorporadoras que resistem - e entende que pode ser melhor assim.

6) Compra de material de construção dispara e indica mais obras em andamento

O consumo de materiais de construção por construtoras e incorporadoras começou 2026 acima do nível observado nos últimos anos, sinalizando um início de ciclo mais aquecido para o setor. Nos dois primeiros meses do ano, tanto os insumos básicos quanto os de acabamento registraram alta relevante na comparação com 2024 e 2025.

7) Novo limite do MCMV eleva poder de compra das famílias em até 21%

Segundo relatório do BTG Pactual, o avanço da renda é o principal vetor de expansão do programa. O banco estima ganho real na capacidade de pagamento das famílias, com alta de 10% na Faixa 1, 12% na Faixa 2, 21% na Faixa 3 e 19% na Faixa 4. Para Fábio Tadeu Araújo, CEO da empresa Brain, o efeito é direto sobre a base de compradores. “Elevar o teto amplia a quantidade de famílias que antes não conseguiam acessar o programa e passam a conseguir comprar”, afirma.

8) Cyrela será sócia da Helbor em projeto do MCMV com VGV de R$ 1,5 bi

O valor da transação não foi revelado, mas analistas do BTG estimam que a Helbor deve receber cerca de R$ 40 milhões em cash no fechamento do negócio, além de outros R$ 250 milhões durante o desenvolvimento do projeto – por ser uma permuta financeira. A área pertence à Helbor há 15 anos e antes abrigava a antiga fábrica da Semp Toshiba, na Av. Nações Unidas, na altura da ponte João Dias, em Santo Amaro. O terreno tem 26 mil metros quadrados e é um dos maiores do landbank da incorporadora da família Borenstein em São Paulo. A fábrica foi demolida em 2015, e depois disso a área chegou a ser locada para um circo, mas hoje não tem nenhuma atividade.

9) Lavvi constrói megaempreendimento de R$ 2,5 bi em terreno raro de SP

A Lavvi prepara o lançamento de um dos maiores projetos residenciais recentes da zona sul de São Paulo. Batizado de Jardim da Hípica, o empreendimento será erguido no Alto da Boa Vista, em Santo Amaro. Os apartamentos têm metragens entre 84 m² e 276 m², com 2 a 4 suítes. As unidades contam com plantas amplas e versáteis, ambientes integrados, churrasqueira no terraço e privacidade entre as suas quatro torres. A arquitetura contemporânea privilegia iluminação natural, ventilação e integração com o paisagismo.

10) São Carlos volta ao mercado e vende mais quatro prédios por R$ 735 milhões

A São Carlos Empreendimentos acertou mais uma grande venda de prédios corporativos, a sua terceira grande tacada em um ano. A São Carlos é uma das empresas de propriedades comerciais mais tradicionais do País, mas decidiu virar a chave do negócio e ficar mais levinha, ou asset light, como se diz no mercado. A companhia tem Jorge Paulo Lemann, Marcel Telles e Carlos Alberto Sicupira entre os acionistas.