1) A oportunidade da década: por que o Brasil se tornou a tese de investimento mais promissora do mundo em 2026
Para entender por que investidores internacionais estão olhando para o nosso país com um apetite raramente visto antes, precisamos conectar os pontos do cenário macroeconômico e geopolítico atual. Em um mundo marcado por tensões severas e fragmentação de blocos, o Brasil se destaca por atributos estruturais únicos: Segurança geopolítica e neutralidade; A superpotência verde e mineral; Bônus demográfico e atração de capital. Toda essa liquidez e protagonismo internacional não ficam restritos aos relatórios de Wall Street. Eles descem diretamente para a economia real, e o termômetro mais nítido dessa transformação é o mercado imobiliário brasileiro.
2) Com 3 ou 4 medidas, juros podem cair a 7%, diz André Esteves
O chairman do BTG Pactual, André Esteves, afirmou que o Brasil pode reduzir a taxa básica de juros para um patamar entre 7% e 8% com “3 ou 4 medidas simples” de contenção dos gastos públicos. Durante evento no Guarujá, o banqueiro disse que o próximo presidente receberá um país “arrumadinho”, sem grandes desequilíbrios estruturais, mas travado pelo atual nível elevado da Selic.
3) Minha Casa, Minha Vida tem espaço para crescer, diz Caixa
O diretor-executivo de Habitação da Caixa, Roberto Carlos Cerato, afirmou à CNN que o Minha Casa, Minha Vida ainda tem espaço para crescer no paí. Segundo Cerato, os subsídios do governo federal e do FGTS são fundamentais para ampliar o acesso das famílias à casa própria, ao permitir que o financiamento habitacional tenha parcelas compatíveis com a renda dos beneficiários. “Nós encontramos um equilíbrio entre o financiamento e o que as famílias podem pagar. Para viabilizar a casa própria, tem subsídio do governo, do FGTS, e isso propicia uma prestação que caiba no bolso”, afirmou. O executivo também destacou que o Minha Casa, Minha Vida, criado em 2009, vem ampliando seu volume de contratações ao longo dos anos. Para ele, além de representar a realização da casa própria para as famílias, o programa movimenta a construção civil e gera empregos.
4) Imobiliárias e incorporadoras usam Copa do Mundo para engajar corretores
O mercado imobiliário voltou a entrar em campo com a proximidade da Copa do Mundo. A convocação da Seleção, a euforia em torno do futebol e a circulação de símbolos verde e amarelo criaram uma janela de atenção que incorporadoras passaram a disputar de forma mais sofisticada, segundo resportagem da Veja. O movimento já não se limita a sorteios ou brindes: grandes eventos esportivos vêm sendo usados como eixo de campanhas comerciais estruturadas, capazes de acelerar vendas, reforçar marca e mobilizar equipes de corretores. A lógica mais recente é tratar a força de vendas como público estratégico. Em mercados com muitos lançamentos simultâneos, o corretor decide quais empreendimentos serão priorizados na conversa com o comprador. Por isso, campanhas com metas, rankings em tempo real, acompanhamento diário de performance e recompensas ligadas a experiências de luxo se tornaram instrumentos para gerar desejo dentro da própria cadeia comercial, não apenas no consumidor final.
5) ‘Perda de renda’ com consignado acende sinal amarelo nas construtoras
A disparada na liberação do crédito consignado, somada ao endividamento já bastante alto das famílias brasileiras, acendeu o sinal de alerta das construtoras. Há uma preocupação de que uma possível piora na capacidade de pagamento da população atrapalhe não somente as vendas de imóveis, como também os financiamentos concedidos aos consumidores. Esse fator de risco é mais alto para as construtoras que atuam no segmento de moradias populares, dentro do MCMV. Nesses casos, é muito comum o cliente não ter uma poupança capaz de arcar com 20% a 30% do valor do imóvel que é pago na entrada da compra. Esse valor acaba parcelado pelas construtoras — uma espécie de financiamento, que é chamado de “pro soluto”, no jargão do setor. Embora facilite os negócios, o problema do “pro soluto” é que ele não tem garantia em caso de inadimplência dos consumidores, pois o imóvel já é usado como garantia para o banco que financia os 70% a 80% restantes.
6) Venda de imóvel com desconto cresce e chega a 67% das transações, diz FipeZap
A venda de imóvel com desconto cresceu no Brasil e atingiu 67% das transações no primeiro trimestre de 2026, segundo a pesquisa Raio-X FipeZAP. O percentual avançou em relação aos 61% registrados um ano antes e se aproximou do maior nível já observado na série histórica, de 70%. De acordo com a FipeZAP, o avanço da venda de imóvel com desconto indica que a negociação entre compradores e vendedores segue com papel importante para viabilizar negócios, mesmo em um cenário de expectativas ainda positivas para os preços dos imóveis. O desconto médio foi de 9% considerando todas as transações realizadas e de 13% nas operações em que houve abatimento sobre o valor anunciado.
7) Locação acessível ganha espaço como alternativa para enfrentar o déficit habitacional no Brasil
Olhar para a moradia continua sendo um dos grandes desafios do setor da construção, e a locação acessível aparece cada vez mais como uma alternativa importante para enfrentar o déficit habitacional brasileiro. O tema foi debatido no painel “Locação acessível: ampliação por meio do modelo multifamily”, realizado nesta quarta-feira (20), durante o ENIC 2026. Promovido pela CBIC, o encontro destacou que, pela primeira vez, o Brasil começa a reduzir o déficit habitacional quantitativo, mas ainda enfrenta crescimento do ônus excessivo com aluguel, hoje principal componente do déficit habitacional brasileiro. E foi discutido a aplicação do modelo multifamily no país. O presidente da CBIC, Renato Correia, apontou o potencial econômico e social do modelo. “Esse novo mercado tem um potencial para ser um atrativo para o mercado de capitais, para trazer mais recursos e aquecer o setor”, afirmou.
8) Imóvel na planta? Não, no terreno. Estratégia da Terra Prime já gerou R$ 2 bi
Que o sonho da casa própria é algo típico do brasileiro todo mundo sabe. Tradicionalmente, o comprador entra no mercado quando o imóvel já está pronto ou, no máximo, na planta. Mas um grupo privado de Santa Catarina quer empurrar essa lógica alguns passos para trás, vendendo participação no terreno antes mesmo de o empreendimento existir oficialmente no papel. A empresa entende que entrar antes significa capturar, justamente, a fase em que o valor ainda está sendo criado. Em vez de construir ou vender apartamentos diretamente, o grupo atua na identificação estratégica de terrenos, na estruturação jurídica e no desenvolvimento inicial dos projetos antes da incorporação formal.
9) Apartamento pequeno pode render o dobro de uma casa grande; saiba quais fatores definem rentabilidade do aluguel
Uma quitinete ou apartamento de um dormitório pode render até 1% ao mês sobre o valor do imóvel. Uma casa grande dificilmente chega à metade disso. Essa diferença, apontada pelo presidente do Creci-SP, José Augusto Viana Neto, é um dos pontos que mais podem surpreender quem está pensando em investir em imóveis para alugar — e um dos mais ignorados na hora de escolher o ativo. A rentabilidade do aluguel, porém, depende de muito mais do que o tamanho do imóvel. Localização, estado de conservação, valor do condomínio, vaga de garagem e até a aceitação de pets entram na conta. Esse é o consenso entre corretores, administradores, especialistas em direito imobiliário e representantes do setor em São Paulo, Rio de Janeiro, Londrina e Ribeirão Preto, que foram provocados a responder a uma simples questão: como um proprietário consegue melhorar a rentabilidade de um imóvel locado?
10) Reforma do Código Civil pode afetar crédito e industrialização
A proposta de reforma do Código Civil em discussão no Senado pode alterar pilares essenciais da economia brasileira: propriedade, contrato e empresa. E, a partir dessa alteração, pode criar um ambiente de insegurança para investimentos, crédito e industrialização, segundo especialistas. Paulo Doron Rehder destaca que as mudanças nesses três conceitos, proposta pelo projeto do novo Código Civil, exigem cautela porque podem afetar a circulação de bens e serviços, o processo de inovação e o desenvolvimento do país. “Sem propriedade, sem contrato e sem empresa, não tem economia e muito menos industrialização”, afirmou Doron. “Para industrializar, eu preciso de empresas que celebrem contratos e que garantam propriedade do que é feito e do que é entendido. Se a gente vai ressignificar esses três conceitos, precisa ser muito cuidadoso.”