1) Inflação de custos sobe mais no segmento econômico – e acende alerta

Os dados mais recentes do Sinduscon-SP mostram que as obras de projetos do Minha Casa Minha Vida sao as que mais estão sofrendo com o aumento dos custos. O índice de inflação calculado pela entidade - o CUB (custo unitário básico) - subiu 7,08% em 12 meses para o segmento econômico, acima do avanço de 6,54% nos projetos de médio e alto padrão, de 6,71% para torres corporativas e de 6,6% para galpões logísticos. O aumento para todo o mercado tem sido pressionado principalmente pelos materiais, que ficaram mais caros com o conflito no Ira - mas analistas têm alertado que a situação é pior para quem atua no Minha Casa Minha Vida, que opera com tetos de preços. "Qualquer aceleração adicional dos custos poderia pesar muito mais sobre o segmento de baixa renda, dado que a capacidade de repasse é menor, pressionando diretamente as margens," disse o BTG.

2) BC reduz taxa básica de juros a 14,25% ao ano sem sinalizar novos cortes

O Banco Central reduziu a Selic, taxa básica de juros da economia brasileira, de 14,50% ao ano para 14,25% ao ano, após reunião do Copom. No comunicado, a diretoria do órgão afirmou que os próximos passos da atuação dependerão dos indicadores econômicos até a reunião seguinte, em 4 e 5 de agosto. "Em decorrência da dinâmica dos riscos associados à evolução dos preços, o Comitê reafirma que a magnitude total do ciclo de calibração será estabelecida à luz de novas informações visando assegurar a convergência da inflação à meta."

3) Empresas de médio padrão se voltam à habitação popular, atraídas pelo Minha Casa, Minha Vida

O programa Minha Casa, Minha Vida (MCMV) continua ganhando participação entre lançamentos imobiliários e vendas de unidades novas. Pesquisa da Câmara Brasileira da Indústria da Construção (Cbic), feita com 221 cidades, aponta que metade dos lançamentos e das vendas no primeiro trimestre ocorreu no programa, e a diretoria da entidade estima que a proporção em todo o país é maior, de cerca de 65%. Por isso, empresas do setor que não tinham foco nesse segmento já se movimentam. A incorporadora REM, que também é tradicional de médio padrão, lança neste mês seu primeiro residencial no programa, o Vista Alto Pinheiros, na zona oeste de São Paulo. Serão 580 unidades, de 25 a 33 metros quadrados. Para construir no MCMV, com financiamento da Caixa Econômica Federal, é preciso ter a habilitação Geric, que a REM ainda não possui. O plano da empresa é, depois desse projeto, conseguir o documento e futuramente se lançar sozinha no programa.

4) Copa do Mundo altera planos imobiliários de 40% dos brasileiros, mostra pesquisa

A Copa do Mundo de 2026 está em curso e alterou a programação de negócios de 40% dos brasileiros que planejam fazer negócios imobiliários neste ano, mostra pesquisa realizada pela Loft em parceria com a Offerwise. Dos 40%, disseram antecipar os planos de comprar ou alugar 18% dos entrevistados; outros 12% afirmaram que postergaram. Quase a metade (49%) afirmaram que não mudaram os planos e 20% disseram não saber.

5) QuintoAndar vai investir R$ 2 bi em AI – antes que fique para trás

Ap que ajudou a empurrar o mercado imobiliário para a era digital agora está correndo para não perder a próxima onda tecnológica. O QuintoAndar vai investir R$ 2 bilhões em inteligência artificial nos próximos dois anos, para ajudar os corretores a fechar mais contratos, acelerar as negociações e melhorar a experiencia dos clientes. A inteligência artificial já tem sido usada por corretores, mas o QuintoAndar entende que essa transformação está no começo e que no futuro as interações serão cada vez mais automatizadas, para buscas, transações, precificação e preenchimento de informações.

6) Com juros altos, construtoras trocam bancos por fundos na construção de residências

Durante décadas, a construção de imóveis residenciais no Brasil foi financiada quase exclusivamente pelos bancos tradicionais. Nos últimos anos, porém, o mercado de capitais ganhou importância na expansão imobiliária por meio de instrumentos como fundos e CRIs. A mudança ganhou força justamente quando uma das principais fontes tradicionais de recursos começou a encolher. O Sistema Brasileiro de Poupança e Empréstimo (SBPE) — historicamente a principal fonte de funding do setor — vem perdendo relevância rapidamente. "Todas as incorporadoras passaram a procurar o mercado de capitais como uma alternativa de captação de recursos", afirma Fernando Gadelho.

7) Lopes Econômico: nova unidade da imobiliária vai atuar no MCMV

A Lopes, referência no mercado imobiliário brasileiro, anuncia o lançamento de sua mais nova unidade de negócio: Lopes Econômico. A proposta desse novo núcleo é focar 100% no segmento de imóveis que fazem parte do programa Minha Casa, Minha Vida (MCMV) A decisão de criar essa área é resultado da grande demanda reprimida nos últimos anos e tem se consolidado com uma sequência de recorde de lançamentos e vendas. Segundo as projeções da Lopes, cerca de 70% das vendas de imóveis em todo o Brasil em 2026 serão realizadas por meio do programa Minha Casa Minha Vida. E o foco da Lopes será concentrar as vendas em São Paulo (capital e região metropolitana).

8) Tokenização transforma mercado imobiliário com liquidez inédita

A tokenização de ativos imobiliários está redefinindo as bases de um dos setores mais tradicionais da economia, ao converter imóveis em frações digitais negociáveis em plataformas baseadas em blockchain. Esse movimento, impulsionado pela busca por maior liquidez e acessibilidade, promete reduzir as barreiras históricas de entrada e transformar o perfil do investidor do setor, que antes exigia capital elevado e paciência para transações de longa maturação. Enquanto outros segmentos financeiros evoluíram com negociações quase instantâneas, o mercado imobiliário ainda opera com prazos longos e custos de transação elevados, o que afasta uma geração de investidores que prioriza liquidez e simplicidade. A tokenização surge como alternativa a esse modelo, ao permitir que o imóvel seja fracionado e negociado em mercados secundários com potencial de liquidação em tempo real.

9) Allos dá start em megaprojeto com VGV de R$ 4,5 bi em Campinas 

A Allos está dando o primeiro passo para tirar do papel o megaprojeto de construir 17 torres no entorno do seu maior shopping, o Parque Dom Pedro, em Campinas. A operadora acabou de obter da Prefeitura as licenças para erguer os dois primeiros edifícios, que serão um prédio corporativo triple-A (com 24 lajes e 24,6 mil m2 de ABL) e um hotel (com 224 unidades e 5,8 mil m2 de ABL). A Allos estima que o megaprojeto tera VGV de R$ 4,5 bilhões, com 384 mil metros quadrados de área privativa. Os acordos com as incorporadoras têm sido de permutas financeiras, em que a companhia, como dona do terreno, fica com 50% do VGV total.

10) Curitiba já é a metrópole que mais lança estúdios no Brasil

Em Curitiba, as incorporadoras estão lançando mais estúdios do que qualquer outra coisa. Os compactos representaram 70% dos lançamentos na cidade no primeiro tri, segundo dados da Brain - um resultado impulsionado por mudanças urbanísticas, pela revitalização da região central e por uma demanda crescente de estudantes, investidores e jovens profissionais. Proporcionalmente, a capital paranaense já é a metrópole que mais lança estúdios no Brasil. Em números absolutos, só está atrás de São Paulo. Foram 1 mil unidades lançadas nos primeiros três meses deste ano, enquanto a capital paulista teve 9,8 mil lançamentos no período.