O debate sobre o fim da escala 6x1 e a redução da jornada de trabalho tem gerado debates em diferentes setores da economia. Para o presidente do Secovi-GO, Antônio Carlos Costa, a mudança pode provocar aumento nos custos de operação de condomínios e da construção civil, com reflexos diretos para moradores e investidores.

A discussão ganhou novos capítulos nesta semana. O governo federal retirou o regime de urgência do projeto que trata da redução da jornada de trabalho, o que permite o avanço de outras pautas na Câmara dos Deputados. Apesar da medida, o tema continua em debate no Congresso Nacional e segue mobilizando representantes do setor produtivo.

Segundo Antônio Carlos, os condomínios tendem a ser um dos segmentos mais impactados, especialmente aqueles que dependem de equipes presenciais de portaria, segurança, limpeza e manutenção.

Na avaliação dele, a necessidade de ampliar o quadro de funcionários para manter o mesmo nível de atendimento pode resultar em reajustes nas taxas condominiais. “Quem vai pagar essa conta é o consumidor final. A tendência é que seja necessário contratar mais mão de obra para manter as operações atuais, e isso acaba sendo incorporado à taxa de condomínio”, afirma.

Impacto maior para condomínios de médio e baixo padrão

O presidente do Secovi-GO avalia que condomínios de padrão médio e baixo podem enfrentar maior dificuldade para absorver o aumento dos custos. Como alternativa, ele prevê um avanço das soluções tecnológicas, como portarias remotas, monitoramento online e sistemas automatizados de controle de acesso.

Segundo ele, empreendimentos que não conseguirem sustentar o aumento das despesas devem acelerar a substituição de serviços presenciais por operações remotas.

Na construção civil, Antônio Carlos também prevê impactos. Para ele, a redução da jornada pode elevar os custos das obras e pressionar o preço final dos imóveis. “Quem não conseguir repassar esse custo para o consumidor pode ter dificuldade de manter a operação”, afirma. Antonio acredita ainda que mudanças assim exigirão adaptações por parte das empresas e poderão gerar reflexos mais amplos na economia.