Proibição de aluguel por temporada em condomínio de Goiânia reacende debate sobre investimentos em short stay
Decisão levanta alerta para investidores do mercado imobiliário
PorDa Redação
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07/03/2026
Decisão levanta alerta para investidores do mercado imobiliário
A realização do MotoGP em Goiânia, marcado para os dias 20 e 22 de março no Autódromo Internacional Ayrton Senna, tem movimentado a rede hoteleira e ampliado a procura por hospedagens na capital. Em meio à demanda crescente por acomodações, um comunicado divulgado pelo Alphaville Flamboyant Residencial informou a proibição da locação de imóveis por curta temporada, modalidade que vinha sendo considerada por moradores como alternativa de renda durante o evento.
De acordo com a associação do condomínio, a locação por períodos inferiores a 90 dias não é permitida pelas normas internas. O descumprimento da regra pode resultar em multa de R$ 10 mil por dia de infração, valor que pode ser dobrado em caso de reincidência. A diretoria também orientou que moradores evitem anunciar esse tipo de hospedagem e comuniquem o departamento de segurança caso identifiquem irregularidades.
Mercado próprio para o short stay
Para o consultor imobiliário Leandro Alves, situações como essa reforçam a importância de o investidor observar as regras do empreendimento antes de adquirir um imóvel com objetivo de gerar renda por meio de locações de curta duração.
Segundo ele, empreendimentos concebidos desde a origem com foco em short stay oferecem mais segurança para quem pretende atuar nesse modelo de investimento. “Os empreendimentos que já são criados com o conceito de short stay trazem mais segurança para o investidor que busca gerar renda com esse tipo de locação”, afirma.
O especialista explica que muitos condomínios possuem restrições previstas na própria convenção condominial, o que pode impedir esse tipo de uso do imóvel mesmo quando o comprador tinha essa intenção inicial.
“É importante que o investidor invista em empreendimentos que já foram pensados para esse propósito. Caso contrário, ele pode comprar o imóvel com o objetivo de fazer locação de curta temporada e depois descobrir que a convenção do condomínio não permite esse tipo de operação”, pontua.
De acordo com Leandro, esse tipo de situação não é raro no mercado imobiliário. “Existem vários empreendimentos em Goiânia que não permitem o short stay. Às vezes o investidor compra pensando em monetizar com esse modelo, mas depois não consegue utilizar o imóvel dessa forma justamente por causa das regras do condomínio”, explica.
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