Piscinas, academias e áreas gourmet já não são suficientes para atrair o comprador de alto padrão. Uma nova tendência global vem redefinindo o conceito de luxo no mercado imobiliário: o wellness real estate, modelo que coloca saúde física, mental e emocional no centro dos projetos residenciais.
Segundo levantamento divulgado pelo Global Wellness Institute (GWI), o mercado global de wellness real estate movimentou US$ 876 bilhões em 2025 e deve ultrapassar US$ 1,8 trilhão até 2030, tornando-se o segmento de crescimento mais acelerado da economia do bem-estar. Entre 2017 e 2025, o setor saltou de US$ 151 bilhões para US$ 876 bilhões.
A tendência foi destacada recentemente pela revista Forbes, que aponta uma mudança no comportamento dos consumidores de alta renda. Em vez de priorizar apenas localização, metragem e acabamentos sofisticados, compradores passaram a buscar empreendimentos capazes de oferecer experiências ligadas à saúde, hospitalidade, contato com a natureza e qualidade de vida.
Dados do Global Wellness Institute mostram que o wellness real estate foi o segmento de crescimento mais rápido entre os 11 setores da economia global do bem-estar, registrando expansão média anual de 19,5% nos últimos cinco anos. Em 2024, o mercado já havia alcançado US$ 584 bilhões e a projeção é que ultrapasse US$ 1,1 trilhão até 2029.
Além da demanda crescente, os números revelam impacto direto na valorização dos imóveis. Estudos citados pelo instituto apontam que empreendimentos concebidos dentro do conceito wellness podem alcançar valores entre 10% e 25% superiores aos de projetos convencionais.
Goiânia acompanha movimento
Embora o conceito tenha ganhado notoriedade em mercados como Miami, Dubai e São Paulo, especialistas observam que Goiânia reúne características favoráveis para a expansão desse modelo. A forte presença de áreas verdes, a valorização de bairros com perfil residencial, a busca crescente por condomínios horizontais e a demanda por qualidade de vida têm influenciado lançamentos que incorporam elementos ligados ao bem-estar.
Nos últimos anos, empreendimentos da capital passaram a investir em soluções como biofilia, integração com áreas naturais, espaços para meditação, ambientes voltados à atividade física, rooftops de convivência, trilhas internas, hortas compartilhadas, iluminação natural e projetos que estimulam a convivência comunitária.
A tendência também acompanha uma mudança de perfil dos compradores. Mais do que adquirir um imóvel, o consumidor busca um estilo de vida capaz de proporcionar equilíbrio entre trabalho, saúde, lazer e conexão com a natureza.
O conceito wellness vai além da oferta de equipamentos de lazer. De acordo com o Global Wellness Institute, os projetos mais avançados incorporam dimensões relacionadas à saúde física, mental, social, ambiental e comunitária, criando ambientes capazes de influenciar positivamente a rotina dos moradores.