A Inteligência Artificial (IA) vem ganhando espaço no mercado imobiliário como uma ferramenta para aumentar a produtividade dos corretores. Segundo a pesquisa REALTOR Technology Survey 2025, da National Association of REALTORS (NAR), 46% dos profissionais já utilizam IA para tarefas como criação de descrições de imóveis e conteúdos para anúncios. Entre os usuários, metade afirma que a tecnologia trouxe impacto positivo para o negócio.

No dia a dia, a IA pode ajudar a criar descrições de imóveis, produzir anúncios para redes sociais e portais, revisar textos, organizar a agenda e estruturar respostas para perguntas frequentes. Ao automatizar atividades operacionais, o corretor ganha mais tempo para se dedicar ao atendimento, às visitas e às negociações.

Mas a tecnologia exige um cuidado importante: tudo o que é produzido pela IA deve passar por revisão. Informações incorretas, textos genéricos ou desatualizados podem comprometer a credibilidade do profissional. O mesmo vale para orientações sobre contratos, documentação, financiamento ou questões jurídicas, que dependem da análise técnica do corretor e, quando necessário, de especialistas.

Relacionamento com o cliente

Outro ponto de atenção é o relacionamento com o cliente. Utilizar a IA para agilizar o primeiro contato pode ser útil, mas a negociação de um imóvel envolve confiança, escuta e capacidade de compreender as necessidades de cada comprador. Respostas padronizadas e excessivamente "robotizadas" tendem a afastar o cliente em vez de aproximá-lo.

Uma pesquisa da Realtors Property Resource (RPR), empresa ligada à NAR, mostra que 92% dos corretores já utilizam ou pretendem utilizar Inteligência Artificial, enquanto 71% apontam a economia de tempo como o principal benefício da tecnologia. Por outro lado, 63% dizem que a maior preocupação continua sendo a precisão das informações geradas pelas ferramentas.

A tendência é que a Inteligência Artificial assuma cada vez mais tarefas operacionais. Ainda assim, o diferencial do corretor continuará sendo a capacidade de construir relacionamentos, transmitir segurança e conduzir negociações. A tecnologia pode acelerar processos, mas a decisão de compra continua sendo, acima de tudo, uma decisão entre pessoas.