Mansão mais cara do Brasil será demolida no Leblon
Imóvel anunciado por R$ 220 milhões dará lugar a condomínio com dez casas de altíssimo padrão e VGV estimado em R$ 360 milhões
PorDa Redação
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13/09/2026
Imóvel anunciado por R$ 220 milhões dará lugar a condomínio com dez casas de altíssimo padrão e VGV estimado em R$ 360 milhões
Uma das mansões mais caras do Brasil está prestes a desaparecer da paisagem do Leblon, no Rio de Janeiro. O imóvel, no Jardim Pernambuco, foi anunciado por R$ 220 milhões e começou a ser demolido para dar lugar a um novo empreendimento de alto padrão.
A casa, construída em 1986 pela família Amaral, antiga proprietária da rede de supermercados Disco, ocupava um terreno de cerca de 11 mil m², com 2.500 m² de área construída. Eram seis suítes, 18 banheiros, 15 vagas de garagem, biblioteca, piscina semiolímpica, sauna e heliponto.
E o tamanho da operação ajuda a entender a dimensão da antiga propriedade: em determinado período, 43 funcionários trabalhavam diariamente na mansão. O terreno tinha até uma segunda casa, menor, destinada aos empregados.
Agora, toda essa estrutura dará lugar ao Estância Pernambuco, projeto da Mozak com 10 casas de altíssimo padrão. A proposta é transformar um único endereço em um pequeno condomínio de residências personalizadas, assinadas pela Bernardes Arquitetura, de Thiago Bernardes.
De uma mansão para dez
As novas casas terão projetos diferentes entre si e poderão ser personalizados pelos compradores. Os terrenos variam de 907 m² a cerca de 4 mil m², enquanto as áreas construídas ficam entre 944 m² e 1.500 m².
Os valores partem de R$ 23 milhões por terreno, e o VGV estimado do empreendimento chega a R$ 360 milhões. Sete das dez unidades já foram vendidas, segundo a Exame. A previsão é que as casas sejam entregues no segundo semestre de 2028.
O projeto também aproveita uma das características mais valorizadas do terreno: algumas das casas terão vista para o mar, a Lagoa Rodrigo de Freitas e o Cristo Redentor. O condomínio terá ainda cerca de 8 mil m² de área de mata nativa, com trilhas, mirantes e espaços de lazer.
Curiosidade sobre o valor
A história chama atenção justamente porque mostra como funciona o mercado imobiliário de altíssimo padrão em uma região onde terrenos grandes são cada vez mais raros.
A Mozak comprou a propriedade em 2024, depois de uma negociação que, segundo a empresa, levou seis anos. O valor pago não foi divulgado, os R$ 220 milhões correspondiam ao preço pelo qual a mansão estava anunciada.
Para a construtora, portanto, o grande ativo estava também nos 11 mil m² de terreno em uma das áreas mais exclusivas do Rio. No lugar de uma única residência, surgirá agora um projeto com dez propriedades independentes e VGV estimado em R$ 360 milhões.
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