Galpões somam R$ 5,5 bi e representam 45% dos negócios com imóveis comerciais
Mercado brasileiro registrou R$ 12,2 bilhões em transações no terceiro trimestre, o segundo maior volume trimestral em 12 anos
PorDa Redação
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22/10/2026
Mercado brasileiro registrou R$ 12,2 bilhões em transações no terceiro trimestre, o segundo maior volume trimestral em 12 anos
Os galpões logísticos movimentaram R$ 5,5 bilhões em transações no Brasil no terceiro trimestre de 2026 e responderam por 45% do volume financeiro negociado com grandes imóveis comerciais. Ao todo, o segmento registrou 12 operações entre julho e setembro, segundo levantamento da consultoria Cushman & Wakefield.
O mercado de imóveis comerciais movimentou R$ 12,2 bilhões no período, distribuídos em 41 transações. O resultado representa o segundo maior volume trimestral dos últimos 12 anos, de acordo com dados divulgados pelo portal Portas.
Além dos galpões, o levantamento contabilizou R$ 3,9 bilhões em negócios envolvendo imóveis de varejo, como shopping centers e grandes lojas, o equivalente a 32% do total. Os edifícios de escritórios responderam pelos R$ 2,8 bilhões restantes, ou 23% do volume negociado.
Demanda logística sustenta investimentos
O interesse por galpões está relacionado à demanda por espaços destinados à armazenagem e à distribuição de mercadorias, impulsionada pelo comércio eletrônico. A necessidade de ampliar a capacidade logística e aproximar os estoques dos consumidores tem favorecido esse tipo de ativo imobiliário.
No primeiro semestre de 2026, a região metropolitana de São Paulo concentrou 56% da absorção logística registrada na América Latina, com 965,7 mil m² de galpões alugados, segundo a Cushman & Wakefield. O dado reforça a relevância do mercado paulista para as operações de distribuição e armazenagem na região.
Parte do volume negociado no terceiro trimestre foi impulsionada por operações de grande porte. A gestora TRX realizou oito aquisições que somaram R$ 3,5 bilhões, incluindo a compra de três galpões da KSM Realty, em Guarulhos (SP), por R$ 1,4 bilhão, e participações em cinco shopping centers da Iguatemi, por R$ 876 milhões.
Apesar do volume expressivo, a consultoria avalia que o resultado não indica, isoladamente, uma expansão contínua dos investimentos. Os juros elevados seguem limitando as decisões de compra e venda, e os investidores priorizam imóveis com boa localização, qualidade construtiva, contratos de locação sólidos e menor risco de inadimplência.
No primeiro semestre, as transações com grandes imóveis comerciais haviam somado R$ 13,1 bilhões, alta de 57% em relação aos mesmos seis meses de 2025. O ritmo, porém, perdeu força no segundo trimestre, quando o volume de negócios caiu 42% em comparação com os três primeiros meses do ano, para R$ 4,8 bilhões.
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