Inadimplência do aluguel cai para 2,93% e atinge menor nível desde 2023
Índice recuou em setembro, mas contratos comerciais de até R$ 1 mil registraram taxa de atraso de 7,41%, a maior entre as faixas analisadas
PorDa Redação
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22/10/2026
Índice recuou em setembro, mas contratos comerciais de até R$ 1 mil registraram taxa de atraso de 7,41%, a maior entre as faixas analisadas
A inadimplência nos contratos de aluguel no Brasil caiu para 2,93% em setembro de 2026, o menor patamar desde o início da série histórica do Índice de Inadimplência Locatícia (IIL), da Superlógica, em abril de 2023. Em agosto, o indicador estava em 3,11%.
Na comparação com setembro de 2025, quando atingiu 3,80%, houve redução de 0,87 ponto percentual. Os dados foram divulgados pela consultoria e confirmados por publicações do setor imobiliário.
O levantamento considera dados anonimizados de mais de 1 milhão de locatários em todo o país e classifica como inadimplentes os contratos com boletos em atraso superior a 60 dias. Apesar da queda no indicador nacional, os resultados variam conforme o tipo de imóvel e o valor do aluguel.
Imóveis comerciais têm maior inadimplência
Os imóveis comerciais registraram taxa de inadimplência de 4,11% em setembro, abaixo dos 4,22% de agosto. Entre os residenciais, o índice ficou em 3,23% nas casas, ante 3,30% no mês anterior, e em 2,12% nos apartamentos, contra 2,13% em agosto.
A maior taxa foi registrada nos imóveis comerciais com aluguel de até R$ 1 mil: 7,41%, ante 7,65% em agosto. Na mesma faixa de preço, os imóveis residenciais apresentaram inadimplência de 5,99%, abaixo dos 6,13% registrados no mês anterior.
Na faixa de aluguéis residenciais acima de R$ 13 mil, o índice caiu de 5,96% para 5,75%. Nos contratos comerciais desse mesmo valor, a taxa recuou de 4,50% para 4,32%.
As menores taxas foram observadas nos imóveis residenciais com aluguel entre R$ 2 mil e R$ 3 mil, com 1,72%, e nos comerciais da mesma faixa, com 3,28%. Os dados mostram que os atrasos não diminuem de forma linear conforme o valor da locação aumenta.
Centro-Oeste tem menor índice regional
Na análise por região, o Nordeste registrou a maior taxa de inadimplência em setembro, com 5,08%, ante 5,07% em agosto. O Norte ficou em segundo lugar, com 4,45%, acima dos 4,35% do mês anterior.
O Centro-Oeste apresentou o menor índice do país, com 2,62%, enquanto o Sudeste registrou 2,76%. No Sul, a taxa chegou a 2,79%, ante 2,70% em agosto.
A redução da inadimplência nacional indica melhora nos pagamentos dos aluguéis, mas os recortes por preço, finalidade e localização mostram que o comportamento do indicador permanece desigual entre os diferentes segmentos do mercado de locação.
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