Goiânia, 93 anos: da cidade-jardim aos condomínios
Com população 30 vezes maior que a projetada, capital goiana recalcula eixos de crescimento e usa infraestrutura privada para abrir novas fronteiras urbanas
PorDa Redação
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23/10/2026
Com população 30 vezes maior que a projetada, capital goiana recalcula eixos de crescimento e usa infraestrutura privada para abrir novas fronteiras urbanas
Goiânia, 93 anos. Desde a sua concepção, na década de 1930, a natureza faz parte da essência da capital goiana. Seus primeiros traços traziam o conceito de cidades-jardim, modelo idealizado pelo urbanista britânico Ebenezer Howard no fim do século XIX que combinava urbanização, áreas verdes e integração comunitária.
Bastaram menos de duas décadas, porém, para a cidade ultrapassar os 50 mil habitantes para os quais foi projetada. De lá para cá, a população cresceu em ritmo acelerado, atingindo 1,5 milhão de moradores em 2026, o que comprometeu o planejamento inicial. Nessa trajetória, o mercado imobiliário atuou como um vetor de continuidade para tentar preservar a identidade original da cidade.
A comemoração do aniversário de Goiânia coincide com outro marco cronológico: os 40 anos de fundação da FGR Incorporações. Na década de 1990, a empresa introduziu o conceito de condomínios horizontais na capital com o lançamento da grife Jardins. “Os condomínios horizontais que chegaram à capital nos anos 1990 são um marco. Eles resgataram a liberdade, a proximidade com a natureza e a vida em comunidade que eram comuns nos primeiros anos de Goiânia, mas que corriam o risco de se perder em meio ao crescimento urbano”, afirma a diretora comercial e de marketing da empresa, Camila Alcantara.
O modelo - caracterizado por segurança controlada, ausência de muros frontais nas casas, calçadas largas e áreas comuns de lazer - estimulou a interação entre vizinhos e o retorno das brincadeiras de rua. Batizado de "Jeito Jardins de Viver", o formato foi replicado na Região Metropolitana. Hoje, são 46 empreendimentos lançados em sete estados brasileiros e no Distrito Federal. “Um estilo de vida originalmente goiano que ultrapassou fronteiras e chegou a outros estados”, diz Camila.
O volume de vendas e a valorização das áreas urbanizadas posicionaram a empresa entre os principais nomes da construção civil nacional no levantamento anual do jornal Valor Econômico. Além do resgate da qualidade de vida, os condomínios trazem outras contribuições estruturais para o município, segundo Bruno Altino, diretor de Novos Negócios da FGR. Quem trafega hoje pela movimentada GO-020 testemunha uma paisagem urbana pujante, bem diferente do cenário de um quarto de século atrás, quando não havia urbanização no local.
Na região, a incorporadora atuou como catalisadora do desenvolvimento. O impacto foi além das obrigações legais exigidas para a implantação de loteamentos, como redes de água e esgoto, que foram estendidas para o entorno. “A FGR desempenhou um papel crucial na duplicação, iluminação e na construção de obras de arte especiais na GO-020, como o viaduto que será instalado em frente ao Oscar Niemeyer , cujo projeto foi doado pela empresa", informa Altino.
Outro investimento na região foi a abertura da Avenida Marginal Barreiro, uma via de quase 7 quilômetros de extensão e 30 metros de largura projetada para suportar o fluxo das próximas décadas, é um eixo paralelo e que desafoga a rodovia GO 020.
A mesma via será agora prolongada, possibilitando a chegada de novos projetos e reafirmando o potencial e a valorização da região. O ciclo se completa com a chegada das famílias, que impulsionam o comércio local e geram empregos. “A empresa planeja, investe e constrói as bases para regiões mais estruturadas, deixando um legado na capital”, acrescenta o diretor.
Em 2026, o novo plano de expansão da empresa foca na GO-060, saída para Trindade. O eixo receberá o lançamento do Jardins Áustria, o primeiro de três condomínios de casas previstos para a localidade, que desponta como uma das frentes de maior crescimento habitacional da capital.
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