Na edição de hoje, Caio Lobo comenta sobre reajuste nas Faixas do MCMV, possível aumento da taxa Selic, desafio dos custos de produção no mercado imobiliário, entre outros assuntos.
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05/08/2024
Na edição de hoje, Caio Lobo comenta sobre reajuste nas Faixas do MCMV, possível aumento da taxa Selic, desafio dos custos de produção no mercado imobiliário, entre outros assuntos.
1) Governo federal deve reajustar faixas de renda mais baixas do programa Minha Casa, Minha Vida
O governo deve mudar as regras e permitir que mais pessoas se enquadrem nas Faixas 1 e 2 do Minha Casa, Minha Vida. Hoje, se encaixam na Faixa 1 as famílias com renda bruta mensal de até R$ 2.640,00. Esse limite deve subir para R$ 2.850,00. Para a Faixa 2, esse teto deve passar para R$ 4.700,00. Atualmente é de R$ 4.400,00. O governo não prevê mudanças para a Faixa 3, cujo valor máximo de renda deve continuar em R$ 8.000,00.
2)Reforma tributária: ‘Em nenhum momento reivindicamos redução de impostos’, diz presidente do Secovi
Uma das principais discussões envolvendo a regulamentação da reforma tributária que agora segue para apreciação no Senado são as alíquotas que incidirão sobre a venda e aluguel de imóveis. Representantes do setor travam uma verdadeira “guerra de números” com o governo, divergindo sobre o impacto que as mudanças terão na carga cobrada nestas operações. Segundo ele, os dados utilizados pelo governo não foram apresentados para apreciação. “Isso é uma opinião, não é um estudo”, diz ele sobre o argumento de que o acumulo de créditos ao longo da cadeia colaboraria para um aumento de produtividade do setor.
3)Mercado imobiliário aponta custos de produção como principal desafio do setor
A maior dificuldade enfrentada pelo mercado imobiliário é o custo de produção. Pelo menos é isso que mostra um estudo realizado pela Brain, em parceria com o GRI Club, que ouviu líderes do setor. Em custo de produção encaixam-se, por exemplo, os gastos com mão de obra, materiais de construção, depreciação e outras despesas indiretas. O segundo maior desafio do setor, na visão dos executivos, são os processos de aprovação em órgãos reguladores. “A execução de um projeto imobiliário depende da anuência dos órgãos de fiscalização e controle, que vão desde secretarias municipais, nas prefeituras, até autarquias estaduais”, contextualiza Gustavo Favaron, CEO do GRI Club.
4)Sem clareza sobre o ajuste fiscal, alta de juros em 2024 entra no radar dos diretores do Banco Central
Com as incertezas fiscais que ainda pairam sobre o Brasil, os diretores do Banco Central têm a missão de sinalizar para a sociedade e para o mercado se será ou não necessário subir os juros para reancorar as expectativas de inflação. O comunicado da última reunião do Copom, que ocorreu na última quarta-feira, 31, indica que os membros do colegiado estão dispostos a subir a Selic se as estimativas para o IPCA continuarem em alta. De maneira objetiva, o mercado não acredita que o governo economizará ou cortará despesas. Com isso, o prêmio de risco cobrado pelos investidores para financiar a dívida pública brasileira aumenta. Além disso, o preço dos ativos, como o dólar, sobe.
5) Uso de estatal para turbinar compra de casa própria trava em impasse jurídico
O uso da estatal Emgea (Empresa Gestora de Ativos) para comprar parte da carteira de crédito imobiliário dos bancos e liberar dinheiro para novos financiamentos à casa própria ainda não saiu do papel e travou em um impasse jurídico. O governo de Luiz Inácio Lula da Silva (PT) ainda não encontrou uma fórmula para viabilizar a operação sem que ela gere prejuízo para a companhia. Adotar medidas que sabidamente são prejudiciais às finanças da empresa pode gerar punição aos gestores. Representantes da empresa já alertaram o Ministério da Fazenda sobre a situação e transmitiram o recado de que, para seguir com a ideia da compra da carteira nessas condições, a Emgea precisará de uma blindagem jurídica robusta.
6)CBIC eleva projeção de crescimento da construção em 2024 de 2,3% para 3%
Câmara Brasileira da Indústria da Construção (Cbic) elevou de 2,3% para 3% a sua projeção de crescimento do PIB da construção civil para este ano. É o segundo aumento de expectativa desde o começo de 2024. Em março, a entidade já havia elevado a projeção de 1,3% para 2,3%. Segundo a Cbic, contribuíram para a revisão positiva a expectativa de crescimento maior para a economia brasileira como um todo, um mercado de trabalho mais resiliente, a projeção de aumento nos lançamentos imobiliários e o crescimento dos financiamentos de imóveis com recursos do FGTS.
7) Novo Caged: Construção cria 21,4 mil empregos formais em junho
O Brasil registrou saldo positivo de 201.705 empregos com carteira assinada em junho. O setor da Construção Civil abriu 21.449 empregos em junho (10,6% do total do país), o que representa um crescimento de 0,74% em relação ao número de empregos abertos em maio.
No ano, o setor já criou mais de 180 mil postos de trabalho, o equivalente a 14% do total das vagas do país em 2024. O estoque de empregos da Construção ao final de junho foi de mais de 2,9 milhões de trabalhadores com carteira assinada.
8) Incorporadora investe R$ 1,5 bi para erguer World Trade Center do agronegócio em Mato Grosso
Motor da economia brasileira, o agronegócio terá um World Trade Center (WTC) para chamar de seu. O prédio comercial de 25 andares será construído ao norte de Mato Grosso, em Sinop, um dos municípios mais relevantes para a economia do Estado. Previsto para ser concluído em 2029, o empreendimento é liderado pela incorporadora Haacke, de Balneário Camboriú, e faz parte de um megaprojeto de prédios na cidade, que terá investimentos de R$ 1,5 bilhão.
9)Pátria Investimentos compra totalidade da VBI Real Estate e se torna a maior gestora independente de real estate
Em franca expansão, Pátria Investimentos anunciou a compra 100% da VBI Real Estate, gestora de fundos imobiliários com R$ 10 bilhões sob gestão, e se torna a maior gestora independente em real estate do Brasil. A informação foi divulgada em fato relevante divulgado ao mercado nesta quinta-feira (01). A aquisição não é uma surpresa já que o Pátria está exercendo seu direito após comprar 50% da gestora e firmar acordo em 2022 para a compra total em até três anos.
10)‘Efeito Balneário’ agita os mercados vizinhos
Acostumada a crescer pra cima, com arranha-céus cada vez mais altos, Balneário Camboriú (SC) começa agora a expandir seus domínios para os lados. Municípios vizinhos como Itapema e Itajaí têm vivido nos últimos meses o chamado “efeito Balneário”: reflexo do boom no mercado imobiliário local, com lançamentos luxuosos, novos players e supervalorização dos imóveis ultrapassando as fronteiras intermunicipais. Itapema e Itajaí estão entre os locais com o maior preço de metro quadrado do Brasil: qualidade de vida e terrenos na orla atraem os incorporadores.
Caio Lobo é Diretor de Incorporações e Sócio da Mitro Construtora e Incorporadora, empresa sediada em Goiânia (GO) e especializada no segmento popular de habitação e no médio padrão. É formado em Engenharia Civil pela UFSC (Universidade Federal de Santa Catarina) e é Pós-graduado em Gestão de Negócios pela Fundação Dom Cabral. Produz conteúdo sobre incorporações imobiliárias e mercado imobiliário para o canal @oincorporador, que conta com mais de 100mil seguidores nichados, é editor da newsletter IncorporaNews, professor no Curso Incorporações Imobiliárias Financiadas e é um ENTUSIASTA DO MERCADO IMOBILIÁRIO.
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