Na edição de hoje, Caio Lobo comenta sobre redução do prazo de carência de LCI, possível criação de FIDC pela Caixa, suspensão de novos financiamentos de imóveis pelo Banrisul, entre outros assuntos.
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21/10/2024
Na edição de hoje, Caio Lobo comenta sobre redução do prazo de carência de LCI, possível criação de FIDC pela Caixa, suspensão de novos financiamentos de imóveis pelo Banrisul, entre outros assuntos.
1)Bancos e construtoras pedem ao governo para reduzir de 9 para 3 meses prazo de carência de LCI
Sem perspectivas de que o Banco Central (BC) reduza, no curto prazo, as alíquotas dos depósitos compulsórios das cadernetas de poupança das instituições financeiras para aumentar os recursos disponíveis para o financiamento da casa própria, banqueiros e donos de construtoras pediram ao governo que o Conselho Monetário Nacional (CMN) diminua de 9 meses (275 dias) para 3 meses (90 dias) o prazo mínimo para resgate de investimentos em Letras de Crédito Imobiliárias (LCI).
2)Ministério das Cidades divulga novo remanejamento do orçamento do FGTS entre regiões
O Ministério das Cidades publicou nesta quinta-feira (17/10) a Instrução Normativa n° 22, com novo remanejamento do Orçamento Operacional do FGTS 2024, para atender regiões que tinham previsão para esgotar seus recursos antes do final do ano. O total de recursos remanejados foi de R$ 6,9 bilhões, oriundos da região Norte, onde a produção prevista não consumiria todos os recursos alocados inicialmente. Regiões Beneficiadas: Sudeste (+R$ 3,3 bi), Centro Oeste (+R$ 1,5 bi), Nordeste (+R$ 1,2 bi) e Sul (+R$ 0,9 bi).
3)Com falta de verba da poupança, Banrisul suspende novos financiamentos de imóveis
Por falta de recurso da poupança para bancar financiamentos, o Banrisul suspendeu temporariamente novas operações de crédito imobiliário. Ficam fora do corte só obras financiadas pelo banco e leilão de imóveis vendidos por ele. Seguem normalmente as operações que já tinham sido aprovadas e os desembolsos programados para construção, reforma ou ampliação de imóveis. Pelo mesmo motivo, a Caixa está com contratos parados e reduzirá as cotas de crédito imobiliário em novembro.
4)Caixa estuda criação de FIDC para captar recursos para habitação em 2025
A Caixa Econômica Federal estuda criar um Fundo de Investimentos em Direitos Creditórios (FIDC) para captar recursos em 2025 e contornar a escassez de recursos da caderneta de poupança para financiamento da casa própria. Além disso, o banco está fazendo uma captação de “alguns bilhões” em Letra de Crédito Imobiliário (LCI). Essas medidas fazem parte de um pacote de iniciativas para manter o ritmo de crescimento das operações de crédito imobiliário ano que vem. No momento, o banco público está “selecionando os contratos com maiores taxas” que farão parte do FIDC. “Estamos vendo a questão do mercado secundário”, explicou um interlocutor do banco.
5) Alto padrão prioriza financiamento junto a fundos imobiliários
As incorporadoras de alto padrão em São Paulo têm preferido acessar o mercado de capitais na hora de financiar seus empreendimentos. De acordo com as companhias, a relação mais longa e com perfil de sociedade, que pode começar desde o momento da aquisição do terreno, a agilidade na análise das propostas e uma participação mais ativa no
desenvolvimento dos produtos são os motivos que justificam a opção por essas alternativas de financiamento — fundos de investimento imobiliário (FIIs), letras de crédito imobiliário (LCI) e certificados de recebíveis imobiliários (CRI) — em detrimento das instituições bancárias tradicionais.
6)Os planos da Caixa para diminuir a dependência da poupança e do FGTS no crédito imobiliário
Líder no crédito imobiliário, a Caixa Econômica Federal quer se preparar para um cenário de restrição das principais fontes de recursos para os financiamentos — a caderneta de poupança e o FGTS. Para isso, o banco pretende preencher uma lacuna desse setor com a ajuda do mercado de capitais. A ideia é aproveitar e complementar os produtos tradicionais de financiamento à habitação já existentes e, desse modo, cobrir todas as fases de um empreendimento imobiliário. “Com isso, a Caixa pode proporcionar, com o apoio de investidores, o financiamento desde a formação do land bank até eventos pós-obra (como antecipação de dividendos e refinanciamento de estoques)”, informou o banco, responsável por 68% do mercado de crédito imobiliário.
7) A nova tecnologia capaz de erguer casas mais baratas e em menor tempo
Ao longo das últimas décadas, pesquisas em diferentes lugares do mundo tentam encontrar formas mais fáceis e baratas de construir imóveis, com o uso de diferentes técnicas e materiais. Quem parece ter mais chances de ganhar essa corrida pela inovação é a tecnologia de impressão 3D. Sim, o negócio envolve literalmente a impressão de uma casa, em escala real. Alguns países, como a Alemanha, já obtiveram sucesso em testes usando esse tipo de equipamento para erguer residências. A máquina atua produzindo linhas de concreto, que são empilhadas durante o processo de montagem. As perspectivas são extremamente animadoras devido aos ganhos de agilidade e de economia de mão de obra.
8)Com metro quadrado mais caro do Nordeste, Maceió desbrava ‘oceano azul’ imobiliário
Conhecida pelas praias de águas cristalinas, Maceió (AL) tem o metro quadrado mais caro entre as capitais do Nordeste – mesmo sendo apenas a quinta maior economia da região. Comprar um imóvel na capital alagoana custa, em média, R$ 8.803/m² de acordo com o último Índice FipeZap de venda residencial, divulgado em setembro deste ano. O valor é 28,8% maior que a média nordestina, e fica quase 10% acima da segunda colocada, Recife (PE), cuja economia é duas vezes maior que a de Maceió. Parte da resposta para o sucesso está à beira-mar. Maceió tem algumas das praias urbanas mais bonitas do Brasil, e o mercado imobiliário tem surfado a onda do turismo na cidade – e no estado de Alagoas.
9)Para deslanchar consignado, ministro quer parcela maior do FGTS usada como garantia aos bancos
O Ministério do Trabalho estuda oferecer ao bancos um novo modelo de empréstimos consignado para o setor privado que incluam garantias adicionais aos bancos. Segundo técnicos a par das discussões está em análise elevar o percentual do saldo da conta do FGTS que poderá ser repassado aos credores, hoje em 10%, no caso de demissão sem justa causa. Outra garantia adicional em estudo é a possibilidade de desconto automático do salário na nova empresa, na hipótese de um trabalhador demitido ser contratado por outra companhia e esteja inadimplente.
10) Empresária alega ser dona de 80% das terras de Jericoacoara, no Ceará; entenda o caso
A empresária Iracema Correia São Tiago apresentou um documento que alega a posse de 80% das terras da vila, o que gerou preocupação entre os moradores e frequentadores da região. A Procuradoria Geral do Estado do Ceará (PGE-CE) reconheceu a reivindicação e está negociando um acordo para evitar a desapropriação dos moradores e estabelecimentos. O acordo proposto visa permitir que Iracema renuncie às áreas ocupadas por moradores e estabelecimentos, preservando as vias e acessos locais. Em troca, ela receberia terrenos não ocupados que ainda estão em nome do estado.
Caio Lobo é Diretor de Incorporações e Sócio da Mitro Construtora e Incorporadora, empresa sediada em Goiânia (GO) e especializada no segmento popular de habitação e no médio padrão. É formado em Engenharia Civil pela UFSC (Universidade Federal de Santa Catarina) e é Pós-graduado em Gestão de Negócios pela Fundação Dom Cabral. Produz conteúdo sobre incorporações imobiliárias e mercado imobiliário para o canal @oincorporador, que conta com mais de 100mil seguidores nichados, é editor da newsletter IncorporaNews, professor no Curso Incorporações Imobiliárias Financiadas e é um ENTUSIASTA DO MERCADO IMOBILIÁRIO.
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