Preços de imóveis sobem mais que construção e aluguéis
Em 12 meses até setembro, IGMI-R acumulou alta de 12,58%, ante 6,61% do INCC-M e 5,08% do IVAR
PorDa Redação
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02/11/2026
Em 12 meses até setembro, IGMI-R acumulou alta de 12,58%, ante 6,61% do INCC-M e 5,08% do IVAR
Os preços dos imóveis residenciais subiram 12,58% em 12 meses até setembro de 2026, segundo o Índice Geral do Mercado Imobiliário Residencial (IGMI-R), da Associação Brasileira das Entidades de Crédito Imobiliário e Poupança (Abecip). No mesmo período, o Índice Nacional de Custo da Construção (INCC-M), da Fundação Getulio Vargas (FGV), avançou 6,61%, enquanto o Índice de Variação de Aluguéis Residenciais (Ivar) registrou alta de 5,08%.
A diferença entre a variação dos preços dos imóveis e os custos da construção caiu de 8,17 pontos percentuais em agosto para 5,97 pontos em setembro. O levantamento aponta também que a mudança ocorreu porque o IGMI-R desacelerou de 14,73% para 12,58% no acumulado de 12 meses, enquanto o INCC-M passou de 6,56% para 6,61%.
Os dados da instituição mostram ainda que, na comparação com os aluguéis, a distância também diminuiu. O intervalo entre o IGMI-R e o IVAR passou de 9,64 pontos percentuais em agosto para 7,50 pontos em setembro. No período, a variação anual dos aluguéis ficou praticamente estável, passando de 5,09% para 5,08%.
Diferença exige atenção
De acordo com a Abecip, a distância entre a evolução dos preços dos imóveis e os custos da construção ajuda a acompanhar as condições do setor. Quando os custos avançam e os preços de venda perdem ritmo, incorporadoras podem encontrar mais dificuldade para repassar aumentos aos compradores.
A comparação entre IGMI-R e INCC-M, porém, não mede diretamente a margem de lucro das empresas. Os indicadores têm metodologias e abrangências diferentes, e o preço final de um empreendimento também depende de fatores como terreno, projetos, licenciamento, impostos, financiamento, padrão construtivo, localização e velocidade de vendas.
A instituição alerta que a redução da diferença entre os indicadores pode sinalizar menor capacidade de repasse dos custos de construção aos preços finais. Esse movimento merece acompanhamento, mas não comprova, isoladamente, uma redução nas margens das incorporadoras.
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