FGTS mantém orçamento de R$ 144,5 bilhões para habitação em 2027
Na edição desta semana, Caio Lobo traz as principais notícias que movimentaram o mercado imobiliário
PorDa Redação
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03/11/2026
Na edição desta semana, Caio Lobo traz as principais notícias que movimentaram o mercado imobiliário
O Conselho Curador do Fundo de Garantia do Tempo de Serviço (FGTS) aprovou nesta quinta-feira o orçamento de R$ 144,5 bilhões para investimentos em habitação em 2027. O valor é o mesmo previsto para 2026 e inclui recursos destinados ao programa Minha Casa, Minha Vida, subsídios habitacionais e financiamentos com condições especiais. Do total previsto para habitação, R$ 125,5 bilhões serão destinados às famílias de baixa renda, enquanto R$ 15 bilhões serão destinados à classe média no âmbito do Minha Casa, Minha Vida. Outros R$ 4 bilhões serão destinados à linha pró-cotista, que oferece juros reduzidos no financiamento imobiliário para trabalhadores com conta vinculada ao FGTS.
Financiamento imobiliário mais caro? Bradesco, Itaú e Santander elevam taxas; Caixa não se manifesta
Nos últimos dias, Bradesco, Itaú e Santander anunciaram aumentos nas taxas de financiamento imobiliário. Juntos, os três bancos responderam por cerca de 55% do valor financiado para aquisição de imóveis entre janeiro e setembro deste ano, segundo dados da Associação Brasileira das Entidades de Crédito Imobiliário e Poupança (Abecip). Em notas enviadas ao g1, as instituições atribuem o movimento, de forma geral, à alta dos juros futuros (leia abaixo). O rendimento dos títulos brasileiros de cinco anos, por exemplo, passou de 12,87% para 15,39% após as eleições, alta superior a 2,5 pontos percentuais.
Juros futuros sobem e mercado vê Selic parada em 13,75% após eleição
A ausência de definições sobre a equipe econômica e de medidas para conter as despesas públicas voltou a pressionar os juros futuros nesta sexta-feira (30). Depois da forte reação à reeleição do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT), os investidores ampliaram os prêmios exigidos nos contratos de longo prazo, enquanto as apostas de manutenção da Selic em 13,75% passaram a dominar as expectativas para a próxima reunião do Banco Central. O movimento reflete duas preocupações: a possibilidade de aumento dos gastos no próximo mandato e os efeitos inflacionários da desvalorização do real. Sem sinais concretos sobre a condução das contas públicas a partir de 2027, o mercado encerrou outubro com uma curva de juros significativamente mais inclinada.
Com CBS de 11,3%, Brasil caminha para ter o maior IVA do mundo
O Tribunal de Contas da União (TCU) aprovou na quarta-feira, 28, a alíquota de referência da Contribuição sobre Bens e Serviços (CBS) de 11,3%, acima do esperado pelo mercado. Em 2024, quando o governo apresentou o Projeto de Lei Complementar 68, a estimativa era de 8,8%. "Mas aí o Congresso incluiu uma infinidade de exceções, reduções e alíquotas. Quanto mais exceções para alguns, maior precisa ser a alíquota cobrada de todos", explica a colunista do Estadão Maria Carolina Gontijo, a Duquesa de Tax. Segundo a colunista, o resultado começou a aparecer em julho, quando o Comitê Gestor do IBS divulgou estimativa de 27,91% para o IVA brasileiro, sendo 9,21% de CBS e 18,7% de Imposto sobre Operações com Bens e Serviços (IBS). "Naquela época já foi uma chiadeira. Agora, com a CBS em 11,3%, se mantida a estimativa do IBS, a gente está falando de um IVA de aproximadamente 30%."
Cyrela e MRV lideram tombo das construtoras na B3 após reeleição de Lula
Na Bolsa de Valores, os papéis das principais incorporadoras e construtoras tiveram forte tombo na última segunda-feira. O recuo veio junto com a disparada dos juros futuros, que subiram após a reeleição de Luiz Inácio Lula da Silva (PT) à Presidência no domingo. A Cyrela (CYRE3) sofreu o recuo mais acentuado, de 44,81%. A MRV&Co (MRVE3) viu suas ações baixarem 42,53%; já a Tenda (TEND3) teve perda de 26,38% e a Direcional (DIRR3), de 24,05%. A desvalorização menos intensa no setor coube à Cury (CURY3), com 16,68%.
Governo estuda aplicar IOF sobre LCI, LCA, CRI, CRA e debêntures, diz jornal
A equipe econômica do governo Lula estuda recriar o Imposto sobre Operações Financeiras (IOF) para tributar aplicações que hoje contam com benefícios fiscais, segundo informações de O Globo. O estudo que colocam investimentos incentivados na mira da equipe econômica parte da necessidade do governo federal recuperar receitas. Segundo o jornal, a discussão abrange Letras de Crédito Imobiliário (LCI), Letras de Crédito do Agronegócio (LCA), Certificados de Recebíveis Imobiliários (CRI), Certificados de Recebíveis do Agronegócio (CRA) e debêntures incentivadas. Atualmente, essas operações têm alíquota zero de IOF.
Nova ferramenta digital permite pesquisar imóveis em todo o Brasil
O Operador Nacional do Sistema de Registro Eletrônico de Imóveis (ONR) lançou este mês uma nova ferramenta de pesquisa da situação de imóveis em todo o Brasil. Disponível no RI Digital, uma plataforma eletrônica que reúne todos os cartórios de Registro de Imóveis do Brasil, a Pesquisa Nacional de Bens permite saber se uma pessoa ou empresa tem vínculo com algum imóvel no país. Antes, isso era limitado a dez unidades da federação. O endereço eletrônico é: ridigital.org.br. O serviço funciona 24 horas por dia, sete dias por semana, inclusive aos feriados.
Incorporadoras recorrem a fundos para reduzir estoque e aliviar balanços
A oferta de imóveis novos de médio e alto padrão na cidade de São Paulo cresceu 27%, na comparação entre agosto de 2025 e agosto de 2026. São 38,9 mil unidades à espera de comprador, que somam R$ 53,4 bilhões em valor de venda. O tempo que esse estoque levaria para ser escoado, se novas unidades não fossem lançadas, quase dobrou desde o fim de 2024 até agosto deste ano, passando de 7 para 13 meses. Vendo isso como uma oportunidade, a assessoria de investimentos BM Partners está estruturando um fundo de pelo menos R$ 300 milhões para comprar estoque de alto padrão, em cidades do Sudeste e do Sul do país, incluindo São Paulo. A ideia é vender "tempo" para incorporadoras que têm projetos de qualidade, mas estão encontrando um mercado superofertado e com vendas lentas.
A primeira grande incorporadora do MCMV a testar a locação social
A Cury está se tornando a primeira grande incorporadora do Minha Casa Minha Vida a testar o modelo, encarando como uma nova forma de atender ao público de renda mais baixa, em um momento de alta dos juros e de aumento da rigidez para aprovar contratos via Minha Casa Minha Vida. Esse primeiro teste envolverá 10 apartamentos em um empreendimento novo da Cury na Barra Funda, enquanto a maioria das experiências em locação social no Brasil envolve prédios antigos que passaram por retrofits, feitos por empresas de menor porte ou com uso de PPPs. As unidades no projeto da Cury terão aluguel médio de R$ 500, em uma região onde a média de preço para este produto está entre R$ 2 mil e R$ 3 mil, mesmo para moradias compactas.
O negócio de moradia estudantil que quer atrair quem investe em Airbnb
Um novo player de moradia estudantil se aproxima dos portões da USP. Ali, perto da entrada principal da universidade, será construído o primeiro projeto em São Paulo da Hive, que pretende tirar da zona de conforto a Uliving, por enquanto o único nome de grande escala desse nicho. E a companhia tem como fundador alguém que conhece bem a concorrência. Juliano Antunes fundou a Uliving em 2012 e deixou a empresa em 2025, pouco antes de entrar na nova empreitada. Mas diferentemente da Uliving, onde todas as unidades pertencem à empresa, na Hive a ideia é atrair investidores de pequeno porte, inclusive pessoas físicas, para comprar leitos avulsos em busca de renda, numa lógica parecida com a do Airbnb.
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