Mercado imobiliário aquecido, mas sob pressão: o que o presidente eleito vai receber?
No Incorpora News desta semana, Caio Lobo traz as principais notícias que movimentaram o mercado imobiliário
PorDa Redação
CompartilheestaNotícia
26/10/2026
No Incorpora News desta semana, Caio Lobo traz as principais notícias que movimentaram o mercado imobiliário
O mercado imobiliário brasileiro chega ao fim de 2026 com desempenho resiliente de vendas, lançamentos e volume de crédito, mas sem garantias de que isso se repetirá no próximo ano. A expansão do Minha Casa, Minha Vida sustenta boa parte dos resultados do setor, enquanto o segmento de médio e alto padrão enfrenta dificuldades relacionadas ao custo do crédito e ao endividamento das famílias.
Lula é reeleito e terá quarto mandato como presidente do Brasil
Será a quarta vez que Lula assumirá a Presidência da República, com posse marcada para 5 de janeiro. Antes, ele comandou o país por duas vezes: de 2003 a 2006 e, após reeleição, de 2007 a 2010.
Mercado imobiliário aquecido, mas sob pressão: o que o presidente eleito vai receber?
O mercado imobiliário brasileiro chega ao fim de 2026 com desempenho resiliente de vendas, lançamentos e volume de crédito, mas sem garantias de que isso se repetirá no próximo ano. A expansão do Minha Casa, Minha Vida sustenta boa parte dos resultados do setor, enquanto o segmento de médio e alto padrão enfrenta dificuldades relacionadas ao custo do crédito e ao endividamento das famílias. Ao mesmo tempo, a pressão dos custos de construção e a escassez de mão-de-obra qualificada desafiam as empresas. A perspectiva para o mercado imobiliário em 2027 dependerá também das condições macroeconômicas, da trajetória dos juros e das decisões do próximo governo sobre o ajuste nas contas públicas. Para Ana Maria Castelo, economista e pesquisadora especialista em construção da Fundação Getulio Vargas (FGV), o cenário atual reúne incertezas. "O mercado imobiliário está caminhando até agora, mas à frente temos muitas questões em aberto", afirma. A continuidade do crescimento dependerá tanto da disponibilidade de financiamento quanto da capacidade das empresas de lidar com custos elevados, modernizar os processos construtivos e se adaptar às mudanças na escala de trabalho.
Selic pode cair a 6,3% em 2028 com ajuste fiscal, calcula BTG
A taxa básica de juros do Brasil, a Selic, poderia cair para 6,3% ao ano no início de 2028 caso o país consiga combinar um ajuste das contas públicas com a redução do endividamento das famílias. A estimativa faz parte de uma simulação do BTG Pactual, que aponta a recuperação da confiança na economia como uma condição importante para permitir cortes mais intensos dos juros. O cálculo não representa a previsão principal do banco, mas um dos quatro cenários alternativos elaborados pela equipe macroeconômica, liderada por Tiago Berriel e Mateus Della. Em relatório divulgado nesta segunda-feira (19), os analistas de varejo Luiz Guanais, Yan Cesquim e Beatriz Cendon avaliaram como essas diferentes trajetórias poderiam afetar o consumo e as empresas brasileiras.
A Caixa fechou a torneira do Minha Casa, Minha Vida? Vendas do programa perdem fôlego
Sete em cada dez imóveis vendidos na cidade de São Paulo em agosto estavam enquadrados no Minha Casa, Minha Vida. O programa segue como motor do mercado, mas passou a vender mais devagar. A velocidade de vendas do segmento caiu de 13% em julho para 11,5% em agosto. Os dados são do Secovi-SP e foram analisados pelo BTG Pactual (do mesmo grupo controlador da EXAME). Para o banco, a explicação está na Caixa Econômica Federal, que passou a aprovar financiamentos com mais rigor para compradores de baixa renda em meio ao alto endividamento das famílias.
STF reconhece imunidade de ITBI para capital de empresas imobiliárias
O Supremo Tribunal Federal (STF) reconheceu que a imunidade de ITBI na integralização de capital social alcança empresas com atividade predominantemente imobiliária. O entendimento afasta a exclusão do benefício apenas porque a empresa atua na compra, venda ou locação de imóveis. A discussão integra o Tema 1.348 da repercussão geral. O andamento processual registra o encerramento do julgamento virtual em 19 de outubro de 2026. A imunidade não representa uma dispensa geral de ITBI para todas as operações das empresas imobiliárias. O entendimento apresentado pelo relator, ministro Edson Fachin, preserva o limite do capital social efetivamente integralizado. A parcela do valor dos imóveis que exceder esse montante não está abrangida, conforme o precedente do Tema 796.
Sem anúncios e com sigilo: como funciona a venda de imóveis para os ultrarricos no Brasil
No Brasil, quem quer vender um imóvel pode levar mais de um ano para encontrar um comprador. Em média, o tempo de venda de uma propriedade de médio ou alto padrão no País é de 13 meses, de acordo com dados da Associação Brasileira de Incorporadoras Imobiliárias (Abrainc). Por isso, pode parecer contraditório dizer que a venda de um imóvel de mais de R$ 50 milhões acontece sem que ele seja anunciado de nenhuma forma pública, mas isso é uma prática comum nesse segmento e é chamada de off-market. Na imobiliária de imóveis de luxo e alto padrão Mbras, os imóveis que são vendidos sem serem anunciados são três em cada dez dos negócios fechados pela empresa. O CEO da Mbras, Lucas Melo, conta que essa prática é comum, especialmente em bairros como Jardins, Vila Nova Conceição, Cidade Jardim, bem como nos condomínios de luxo no interior de SP, como a Fazenda Boa Vista ou a Quinta da Baroneza.
Índice FipeZAP: imóveis comerciais têm alta de 11,18% nos aluguéis em um ano
O aluguel de imóveis comerciais disparou nos últimos 12 meses e já sobe quase cinco vezes mais que o preço de venda. Enquanto os valores anunciados para locação de salas e conjuntos comerciais avançaram 11,18%, os imóveis disponíveis para compra tiveram valorização de 2,29%. Em Salvador, a alta dos aluguéis chegou a 20,65%, a maior entre as dez cidades monitoradas pelo Índice FipeZAP Comercial, divulgado nesta terça-feira, 20, referente ao mês de setembro.
Construção cria plano de carreira para disputar trabalhadores com aplicativos como Uber e iFood
O SindusCon-SP iniciou em setembro um projeto-piloto com dez empresas para criar um plano de carreira na construção civil e organizar a progressão profissional nos canteiros. A proposta cria sete etapas de carreira e substitui nomenclaturas que a entidade considera pouco atraentes. O ingresso passa a ser como auxiliar de produção, em lugar de servente, seguido por oficial de produção 1, oficial de produção 2, encarregado e três níveis de mestre de obras: júnior, pleno e sênior. A progressão deverá se apoiar nos conhecimentos adquiridos, com cursos e avaliações padronizadas, em vez de depender apenas de tempo de casa ou da decisão direta da chefia. O Senai oferecerá as aulas em parceria com as construtoras, inclusive após o expediente. A intenção é dar previsibilidade ao trabalhador e facilitar o reconhecimento das competências entre empresas e, no futuro, entre diferentes estados.
Na RFM, esforço de venda inclui tênis com Meligeni e até torneio de cartas
Uma das principais incorporadoras de alto padrão de São Paulo, a RFM raramente investe em estandes de vendas para lançamentos. Pelo público que mira, a companhia entende que faz mais sentido preparar pequenos eventos para gerar relacionamento, que podem ser desde um torneio de baralho até aulas de tênis com ex-atletas do calibre de Fernando Meligeni, num esforço para acelerar as vendas em um mercado machucado pelos juros altos. No tênis, a RFM separou uma área em um dos poucos estandes que abriu, o do empreendimento Franca 1055 (que terá quadra de tênis), para que o público tivesse um intensivão com o ex-tenista aos fins de semana. Já no torneio de baralho (em que eles jogaram tranca), os clientes pagaram uma taxa para participar da confraternização, e o valor total foi revertido em doações. "Eu poderia chamar um cara do setor imobiliário para falar que o mercado está bombando, que tem que comprar agora, mas prefiro trazer alguém com uma visão externa, sem viés, porque eu não quero que o cliente seja empurrado para a venda," o CEO Marcelo Moraes disse ao Metro Quadrado.
Novo empreendimento residencial da Cyrela na Oscar Freire terá marca própria e 150 metros de altura
A incorporadora de luxo Cyrela prepara um novo empreendimento residencial na Rua Oscar Freire, em Pinheiros, que terá a grife própria chamada The One e será o mais alto da via. O edifício terá 150 metros de altura, quase o dobro da média dos prédios da cidade, que é de 80 metros. O projeto terá 45 pavimentos e cerca de 90 apartamentos com dois tamanhos: 284 metros quadrados (m²) e 365 m². O Valor Geral de Vendas (VGV) é estimado em R$ 800 milhões. O edifício será puramente residencial, sem unidades voltadas a locação de curta temporada ou loja no térreo. O preço médio das unidades será de R$ 25 mil, ou seja, os apartamentos menores vão custar R$ 7,1 milhões, enquanto os maiores ficarão por R$ 9,1 milhões.
AcompanheasúltimasnotíciasdoMercado
26/10/2026
Pedido à Justiça não significa que as obras serão interrompidas, mas também não garante a entrega dos imóveis; decisão entre esperar pela conclusão ou pedir a rescisão exige análise do contrato, das dívidas e do plano de recuperação
26/10/2026
Sistema utiliza placas afastadas da parede para favorecer a circulação de ar, melhorar o desempenho térmico e proteger a fachada contra a ação do clima
26/10/2026
Evento será realizado a partir das 9h. Iniciativa prevê um espaço voltado à convivência, ao lazer e à prática esportiva
23/10/2026
O empreendimento foi apresentado em meeting para profissionais do mercado imobiliário
Bem-vindo de volta!
Faça o login na aplicação com as suas credenciais de acesso
Façaologinnaaplicação
ou
Ainda não possui conta?
Faça parte da maior comunidade doMercado Imobiliário
Recuperesuasenha
Se o e-mail informado estiver cadastrado em nossa base, você receberá as instruções de redefinição de senha em instantes.