Imóveis superam inflação e valorizam 5,49% no Brasil
Em Goiânia, valorização chega a 7,18% em 12 meses, segundo o FipeZAP de agosto
PorDa Redação
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09/09/2026
Em Goiânia, valorização chega a 7,18% em 12 meses, segundo o FipeZAP de agosto
Os preços dos imóveis residenciais vêm avançando acima dos principais índices de inflação no Brasil. Segundo o Índice FipeZAP de agosto de 2026, os preços de venda acumulam alta de 5,49% nos últimos 12 meses, enquanto o IPCA registra 4,14% e o IGP-M, 2,16% no mesmo período.
A diferença também aparece no acumulado de 2026. Entre janeiro e agosto, o FipeZAP avançou 3,44%, acima do IPCA, de 3,02%, e do IGP-M, de 1,85%. O resultado indica que, no período, os preços anunciados dos imóveis residenciais tiveram crescimento superior à inflação medida pelos dois indicadores.
Em Goiânia, esse descolamento é ainda maior. A capital registrou valorização de 7,18% nos últimos 12 meses, 3,04 pontos percentuais acima do IPCA e também superior à média nacional do próprio FipeZAP. No acumulado de 2026, a alta chega a 4,79%.
A diferença entre a valorização dos imóveis e a inflação não é um fenômeno isolado na série histórica do índice. Em 2010, o FipeZAP registrou alta de 26,86%, ante IPCA de 5,91%. Em 2011, os imóveis subiram 26,32%, enquanto a inflação ficou em 6,50%. Nos anos seguintes, o índice também permaneceu acima do IPCA, com alta de 13,03% em 2012 e 13,74% em 2013.
O comportamento voltou a ganhar força nos anos mais recentes. Em 2021, os preços residenciais monitorados pelo FipeZAP avançaram 5,29%, contra 10,06% do IPCA, enquanto em 2022 a alta foi de 6,16%, também acima da inflação de 5,79%. Já em 2024, o índice acumulou 7,73%, e em 2025, 6,52%.
Em Goiânia, a trajetória recente apresenta algumas diferenças em relação à média nacional. Depois de uma valorização mais intensa em anos anteriores, a capital registrou 2,55% em 2025 e voltou a acelerar em 2026, alcançando 7,18% na comparação dos últimos 12 meses.
O levantamento mostra, portanto, que o mercado residencial vem apresentando valorização superior à inflação em diferentes períodos da série, embora a intensidade varie entre anos e cidades. Em agosto, o preço médio anunciado no Brasil chegou a R$ 9.954 por metro quadrado, enquanto em Goiânia ficou em R$ 8.482/m².
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