Após Bradesco e Itaú, Santander eleva juros imobiliários
Taxa mínima do banco passa de 11,69% para 12,49% ao ano, mais TR, a partir desta sexta-feira (30)
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30/10/2026
Taxa mínima do banco passa de 11,69% para 12,49% ao ano, mais TR, a partir desta sexta-feira (30)
O Santander elevou a taxa mínima de juros do financiamento imobiliário de 11,69% para 12,49% ao ano, acrescida da Taxa Referencial (TR). O novo percentual entrou em vigor nesta sexta-feira (30) e segue os reajustes anunciados pelo Bradesco e pelo Itaú Unibanco nos últimos dias.
A mudança representa um aumento de 0,80 ponto percentual na taxa mínima da instituição. Até quarta-feira (28), o Santander oferecia financiamento imobiliário com juros a partir de 11,69% ao ano, mais TR. As condições finais variam conforme o perfil do cliente e as características da operação.
Em nota, o banco afirmou que acompanha regularmente os indicadores econômicos e as condições do mercado imobiliário, além de avaliar continuamente as condições de seus produtos de crédito.
O reajuste ocorre após a alta dos juros futuros no mercado financeiro, registrada depois das eleições presidenciais. A elevação dessas taxas aumenta o custo de captação dos recursos utilizados pelos bancos e influencia a definição dos juros cobrados nos financiamentos.
Crédito mais caro pode limitar acesso à moradia
O aumento das taxas pode afetar a capacidade de compra das famílias, especialmente daquelas que dependem de financiamentos de valores mais elevados. Com juros maiores, as prestações podem subir e comprometer uma parcela maior da renda, reduzindo o valor que o comprador consegue financiar.
Para Telmo de Paula, sócio-fundador da Sempre Crédito Imobiliário, prestações mais altas podem dificultar o enquadramento de parte dos interessados nos limites de renda exigidos pelos bancos. “Com prestações mais altas, parte dos interessados pode não se enquadrar nos limites de renda exigidos pelas instituições financeiras”, afirma o especialista.
Em análise anterior à AutImob, Telmo avaliou que o aumento dos juros, isoladamente, não deve interromper as vendas de imóveis em Goiás, mas pode ampliar o prazo de decisão dos compradores e estimular a busca por unidades mais compatíveis com a capacidade financeira de cada família.
Ele acrescenta que comparar taxas, analisar o Custo Efetivo Total (CET) e avaliar o impacto das prestações no orçamento são medidas importantes antes de contratar um financiamento imobiliário.
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