Estudo da FGV, encomendado pelo Airbnb, aponta contribuição de R$ 62,8 bilhões para o PIB e 703,9 mil postos de trabalho sustentados pela atividade em 2025
PorDa Redação
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05/11/2026
Estudo da FGV, encomendado pelo Airbnb, aponta contribuição de R$ 62,8 bilhões para o PIB e 703,9 mil postos de trabalho sustentados pela atividade em 2025
O aluguel por temporada movimentou R$ 113,2 bilhões na economia brasileira em 2025, segundo estudo da Fundação Getulio Vargas (FGV), encomendado pelo Airbnb e divulgado em setembro de 2026. O levantamento aponta que a atividade contribuiu com R$ 62,8 bilhões para o Produto Interno Bruto (PIB), sustentou 703,9 mil postos de trabalho e gerou R$ 31,7 bilhões em renda para a população.
O volume movimentado representa um crescimento de 13,4% em relação a 2024. A atividade também respondeu pela geração de R$ 9 bilhões em tributos diretos aos cofres públicos.
Elaborado pela FGV Projetos, o estudo utiliza a metodologia de Matriz de Insumo-Produto, que considera 68 setores e 128 produtos para mensurar os efeitos diretos, indiretos e induzidos da hospedagem temporária na economia. A análise considera não apenas os valores relacionados às estadias, mas também os gastos que alcançam outros segmentos da cadeia produtiva.
Um dos resultados apresentados pelo levantamento é o efeito multiplicador da atividade sobre as economias locais. Para cada R$ 10 gastos com a locação por temporada na plataforma, outros R$ 45 circulam diretamente na cadeia produtiva dos destinos. Entre os setores beneficiados estão alimentação, comércio varejista, transporte e entretenimento.
Impacto na economia local
A pesquisa também destaca a distribuição dos gastos dos hóspedes e dos ganhos dos anfitriões entre diferentes regiões brasileiras. Segundo a FGV, a atividade alcança municípios de menor porte e localidades que não contam com a mesma oferta da rede hoteleira convencional.
Os resultados indicam que o aluguel por temporada movimenta diferentes agentes econômicos, incluindo microempreendedores, prestadores de serviços e pequenos estabelecimentos comerciais.
Na atualização do levantamento, a FGV também identificou crescimento de 12% nos postos de trabalho associados à atividade em relação a 2024. A renda do trabalho chegou a quase R$ 32 bilhões, com avanço próximo de 12% no período.
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