Construção bate recorde de empregos, mas perde ritmo
Setor encerrou agosto com 3,15 milhões de trabalhadores formais, enquanto indicador de atividade caiu no terceiro trimestre; infraestrutura liderou a abertura de vagas
PorDa Redação
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06/11/2026
Setor encerrou agosto com 3,15 milhões de trabalhadores formais, enquanto indicador de atividade caiu no terceiro trimestre; infraestrutura liderou a abertura de vagas
A construção civil brasileira encerrou agosto de 2026 com 3,15 milhões de trabalhadores com carteira assinada, o maior contingente desde o início da série histórica do Novo Cadastro Geral de Empregados e Desempregados (Caged), em janeiro de 2020. O número representa crescimento de 3% em relação ao mesmo mês de 2025. Apesar do avanço nas contratações, os indicadores de atividade apontam um ritmo mais moderado para o setor.
De acordo com o relatório Desempenho da Construção Civil no 3º trimestre de 2026 e perspectivas, divulgado pela Câmara Brasileira da Indústria da Construção (CBIC), o indicador de nível de atividade ficou em 45,9 pontos no terceiro trimestre, abaixo dos 47,8 pontos registrados no segundo trimestre.
Os dados são da Sondagem da Indústria da Construção, realizada pela Confederação Nacional da Indústria (CNI), com apoio da CBIC. Como o indicador está abaixo de 50 pontos, o resultado aponta redução da atividade na avaliação dos empresários consultados.
Entre janeiro e agosto, a construção civil criou 200.431 empregos formais. O resultado foi puxado principalmente pelas obras de infraestrutura, que abriram 79.065 vagas no período, alta de 26,89% em relação aos mesmos meses de 2025. O segmento superou a construção de edifícios, responsável por 66.503 novos postos de trabalho, e os serviços especializados, com 54.863.
Infraestrutura lidera geração de vagas
O desempenho da infraestrutura representa uma mudança na distribuição das novas contratações. Segundo a CBIC, é a segunda vez, desde o início da série do Novo Caged, em 2020, que o segmento registra saldo de empregos superior ao da construção de edifícios nos primeiros oito meses do ano.
Enquanto a infraestrutura ampliou a geração de vagas em relação a 2025, a construção de edifícios e os serviços especializados apresentaram redução no ritmo de criação de empregos. A entidade relaciona o avanço das obras de infraestrutura aos investimentos privados no interior do país, especialmente em projetos de energia renovável, linhas de transmissão e instalações industriais.
O relatório também aponta que a construção civil registrou salário médio de admissão de R$ 2.642,46 em agosto, o segundo maior entre os segmentos de atividade econômica considerados na análise. Quando observados apenas os grandes setores da economia, o valor foi o mais elevado.
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